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Varejo de São Paulo enfrenta desafio com estoque de itens da Copa 2026

A Copa do Mundo 2026 deixa um legado inesperado na Rua 25 de Março: toneladas de itens temáticos em estoque. Lojistas paulistanos apostam na Copa feminina de 2027 e em futuras edições para escoar mercadoria acumulada.

O comércio popular de São Paulo enfrenta um dilema pós-Copa. Enquanto a Confederação Nacional do Comércio estimava movimentação de R$ 4,32 bilhões no varejo brasileiro durante o torneio, a realidade foi diferente. O desempenho decepcionante da seleção brasileira impactou diretamente as vendas de bandeirinhas, perucas, camisas e decorações temáticas na região mais tradicional de comércio da capital.

MG_6426 Varejo de São Paulo enfrenta desafio com estoque de itens da Copa 2026
Rua 25 de Março: comércio popular repleto de itens temáticos da Copa 2026 que agora precisam ser escoados

A União dos Lojistas da Rua 25 de Março e Adjacências (Univinco) havia projetado crescimento de 12% nas vendas durante o período da Copa, impulsionado pela combinação com as festas juninas. Porém, muitos consumidores chegaram às lojas inseguros para investir em artigos temáticos, refletindo a desconfiança em relação ao desempenho da equipe nacional.

Diferentemente do que ocorre com produtos sazonais tradicionais, os lojistas não recorrem a promoções agressivas para escoar o estoque de Copa. A estratégia é guardar a mercadoria para a próxima edição do torneio, que ocorre apenas a cada quatro anos. Alguns comerciantes ainda mantêm itens do Mundial de 2022 em seus estoques.

Omar Hajjar, gerente do Armarinho Santa Cecília, exemplifica essa prática: neste ano não comprou nenhuma mercadoria nova. Todo o estoque comercializado em 2026 era remanescente de 2022, mantido em consignação com o fornecedor. Essa estratégia reduz o risco financeiro, mas ocupa espaço que poderia ser utilizado para produtos com sazonalidade mais vantajosa.

Apesar do cenário desafiador, há esperança no horizonte. As camisas da seleção brasileira continuam tendo procura mesmo após o Mundial, impulsionadas por turistas estrangeiros e datas comemorativas como o Sete de Setembro. Além disso, a Copa do Mundo feminina, marcada para 2027 no Brasil, é vista como oportunidade para revitalizar as vendas, embora com menor intensidade que o torneio masculino.

Destaques do Conhecimento

  • A Confederação Nacional do Comércio estimou movimentação de R$ 4,32 bilhões no varejo brasileiro durante a Copa 2026, representando avanço real de 6,5% em relação a 2022
  • O desempenho ruim da seleção brasileira impactou negativamente as vendas de itens temáticos, com consumidores evitando investimentos em artigos da Copa
  • Lojistas da Rua 25 de Março mantêm estratégia de guardar estoque para futuras Copas em vez de fazer promoções, aproveitando a Copa feminina de 2027 como próxima oportunidade

Fonte original: Exame | Adaptação: Equipe Perus Online