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Violência contra mulheres cresce 19% em SP: dados alarmantes de agressões na Grande São Paulo

Registros de violência contra mulheres explodem na Grande São Paulo nos primeiros cinco meses de 2026. Lesões corporais, ameaças e abusos psicológicos crescem em ritmo acelerado, refletindo crise de segurança que afeta toda a região metropolitana, incluindo a Zona Noroeste.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou dados preocupantes sobre a violência de gênero na Grande São Paulo. Entre janeiro e maio de 2026, os números explodiram em comparação com o mesmo período do ano anterior, sinalizando uma escalada alarmante de abusos contra mulheres em toda a região.

Os registros de lesão corporal dolosa contra mulheres saltaram de 12.298 para 13.685 ocorrências, representando um aumento de 11%. Já os boletins de ameaça cresceram ainda mais: passaram de 15.886 para 18.471, uma alta de 16%. O dado mais preocupante, porém, refere-se à violência psicológica, que registrou 684 casos em 2026 contra 574 em 2025 — um crescimento de 19%.

Esses números refletem uma realidade que atinge toda a região metropolitana, incluindo as comunidades da Zona Noroeste (Perus, Jaraguá e Anhanguera), onde mulheres enfrentam vulnerabilidades amplificadas por fatores socioeconômicos e acesso limitado a serviços de proteção. A escalada de abusos psicológicos é particularmente alarmante, indicando que a violência vai além do físico e penetra profundamente na saúde mental das vítimas.

Um caso recente ilustra a gravidade do problema. O influenciador Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, foi denunciado por agressão após reportagem do Fantástico exibir imagens de câmeras de segurança que registraram o momento em que ele encostou um cigarro aceso na orelha da então namorada e desferiu um tapa no rosto dela durante uma discussão em uma rua de São Paulo. Segundo relato da vítima, as agressões começaram meses antes, incluindo ofensas, tapas, chutes e até uma tentativa de “mata-leão”. Outras duas ex-namoradas também relataram episódios semelhantes de abusos físicos e psicológicos. Cartolouco nega as acusações e virou réu, respondendo por agressão física e violência psicológica.

A escalada de violência contra mulheres na Grande São Paulo exige ação imediata de políticas públicas, reforço de delegacias especializadas e ampliação de redes de proteção. Para mulheres na Zona Noroeste, o acesso a esses serviços é ainda mais crítico, considerando as limitações de infraestrutura e mobilidade na região. A Linha 7-Rubi da CPTM e as Rodovias Anhanguera e Bandeirantes são eixos importantes para que vítimas consigam chegar a centros de atendimento especializados.

Destaques do Conhecimento

  • Lesão corporal dolosa contra mulheres cresceu 11% (de 12.298 para 13.685 casos entre janeiro e maio)
  • Ameaças aumentaram 16% (de 15.886 para 18.471 ocorrências no mesmo período)
  • Violência psicológica registrou o maior crescimento percentual: 19% (de 574 para 684 casos)
  • Influenciador Lucas Strabko (Cartolouco) foi denunciado por agressão a mulheres e virou réu
  • Vítimas relatam abusos físicos, psicológicos e tentativas de controle durante relacionamentos

Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online