Trump anuncia controle do Estreito de Hormuz e quer cobrar 20% de pedágio sobre cargas que passam pela rota. A medida pode elevar ainda mais o preço do petróleo e, consequentemente, da gasolina nas bombas de São Paulo.
O presidente americano Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (13) que os Estados Unidos vão retomar o bloqueio aos navios iranianos no Estreito de Hormuz e cobrar uma taxa de 20% sobre toda carga transportada pela região. A declaração intensifica a guerra entre EUA e Irã, que já está afetando o mercado global de energia.
Hormuz é uma das rotas mais importantes do mundo: por lá passa cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural consumidos globalmente. Qualquer interrupção nessa via impacta diretamente no preço do barril, que sobe nas bolsas internacionais e chega mais caro às bombas de combustível brasileiras.

O impacto na sua carteira
Nesta segunda, o barril de petróleo Brent (referência internacional) foi negociado perto de US$ 80, uma alta de 5%. Quem abastece em São Paulo já sente o peso: a gasolina comum está em torno de R$ 6,50 o litro em muitos postos da capital e região metropolitana. Com a escalada da tensão no Oriente Médio, esse valor pode subir ainda mais nos próximos dias.
Para quem trabalha como motorista de app, taxista ou usa carro para trabalhar na Zona Noroeste (Perus, Anhanguera, Jaraguá), cada centavo conta. Um aumento de 10% no preço da gasolina significa menos lucro no final do mês. Além disso, o custo maior de combustível é repassado aos passageiros e ao preço final dos produtos que chegam às prateleiras.
A guerra que não para
Trump declarou morta a trégua com o Irã na semana passada. Desde então, os dois países trocam ataques sistematicamente. Nesta segunda, os EUA usaram drones aquáticos (semelhantes aos usados pela Ucrânia) para atacar uma instalação de reparos de navios iranianos em Bandar Abbas. O Irã respondeu atacando bases americanas no Bahrein, Kuwait, Jordânia e Omã.
O resultado prático: o tráfego de navios no Estreito de Hormuz caiu drasticamente. No domingo, apenas 14 navios com sistemas de comunicação ativos passaram pela região. Antes da guerra, eram cerca de 140 petroleiros por dia. Essa redução força os preços para cima.
Mobilidade em SP também sofre
Quem usa a Linha 7-Rubi da CPTM ou depende das Rodovias Anhanguera e Bandeirantes para se deslocar também sente o impacto indireto. Ônibus, caminhões de entrega e táxis consomem mais combustível, o que encarece o transporte público e os serviços de logística. Tudo isso reflete no custo de vida do paulistano.
Destaques do Conhecimento
- Trump quer cobrar 20% de pedágio sobre cargas que passam pelo Estreito de Hormuz
- A rota é responsável por 1/5 de todo o petróleo e gás natural consumidos no mundo
- Petróleo Brent subiu 5% nesta segunda-feira, chegando perto de US$ 80 o barril
- Tráfego de navios em Hormuz caiu de 140 para apenas 14 embarcações por dia
- Gasolina em São Paulo já está em torno de R$ 6,50 o litro e pode subir mais
Fonte original: Folha de S.Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online



































