Violência contra mulheres cresce 19% na Grande SP; especialistas alertam para impacto em comunidades periféricas. Registros de agressão física aumentam 11%, enquanto ameaças crescem 16% em comparação com 2025.
A Grande São Paulo enfrenta uma escalada preocupante de agressões contra mulheres. Entre janeiro e maio de 2026, os registros de violência física aumentaram 11%, enquanto ameaças cresceram 16% e violência psicológica disparou 19% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública.
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Os números refletem uma tendência alarmante que afeta especialmente as regiões periféricas, incluindo a Zona Noroeste (Perus, Jaraguá e Anhanguera), onde a falta de políticas públicas de proteção e conscientização agrava a situação. Mulheres nessas áreas enfrentam barreiras adicionais para denunciar abusos, seja pela distância dos centros de atendimento ou pela precariedade dos serviços de segurança.
Um caso emblemático ilustra a gravidade do problema. O influenciador Lucas Strabko, conhecido como Cartolouco, foi denunciado por agressão após câmeras de segurança registrarem o momento em que ele queimou a orelha da ex-namorada com um cigarro aceso e desferiu um tapa no rosto dela durante uma discussão em São Paulo. A vítima relatou meses de abuso anterior, incluindo ofensas, tapas, chutes e tentativas de “mata-leão”. Outras duas ex-namoradas também denunciaram episódios similares. Cartolouco nega as acusações e virou réu por agressão física e violência psicológica.
O caso reforça a necessidade de políticas de proteção mais robustas, especialmente em regiões como a Zona Noroeste, onde a vulnerabilidade social amplifica os riscos de violência doméstica e psicológica.
Destaques do Conhecimento
- Violência psicológica registrou o maior crescimento percentual: 19% entre janeiro e maio de 2026 comparado a 2025
- Lesão corporal dolosa aumentou 11% (de 12.298 para 13.685 casos) no mesmo período
- Ameaças cresceram 16% (de 15.886 para 18.471 registros) entre os dois períodos analisados
- Regiões periféricas como Zona Noroeste enfrentam barreiras adicionais para denúncias e proteção
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online


































