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Cessar-fogo frágil no Oriente Médio: Irã ameaça fechar Hormuz e desestabilizar mercado global

Cessar-fogo frágil no Oriente Médio: Irã ameaça fechar Hormuz e desestabilizar mercado global

Resumo: Trégua de duas semanas entre EUA, Israel e Irã já mostra sinais de colapso. Irã ameaça bloquear estreito de Hormuz e abandonar negociações se Israel continuar atacando Líbano, impactando preços de petróleo e energia no Brasil.

O primeiro dia do cessar-fogo na guerra do Oriente Médio foi marcado por desconfiança total entre os rivais. Enquanto americanos e israelenses pararam seus ataques contra o Irã, Teerã mantém ameaças de deixar a trégua de duas semanas se os bombardeios ao Líbano continuarem.

Israel ignorou completamente o acordo e realizou o maior ataque ao Líbano desde o início da guerra, atingindo instalações do Hezbollah. Os EUA apoiaram a ação, dizendo que o Líbano não está coberto pelo cessar-fogo. Essa violação já provocou reações iranianas: o regime fechou parcialmente o estreito de Hormuz, parando petroleiros e ameaçando cobrar pedágio pelo trânsito.

O Irã também manteve ataques contra vizinhos árabes no Golfo Pérsico. Lançou mísseis contra Kuwait, Qatar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos. Os Emirados foram os mais atingidos, recebendo 17 mísseis e 35 drones. Segundo relatos, iranianos também atingiram uma estação de bombeamento do oleoduto saudita que desvia do bloqueio de Hormuz.

A fragilidade do acordo é evidente. O vice-presidente americano J.D. Vance admitiu ser uma “trégua frágil” que depende “da boa vontade do Irã”. A Guarda Revolucionária iraniana emitiu comunicado dizendo que “não confia nos americanos e irá negociar com o dedo no gatilho”.

As negociações enfrentam obstáculos sérios. O Irã apresentou um plano de dez pontos que inclui manter sua capacidade de enriquecimento de urânio para seu programa nuclear. EUA e Israel rejeitam categoricamente, insistindo no fim dessa capacidade. Trump já postou que o Irã não pode enriquecer urânio.

A questão do estreito de Hormuz é central. Por lá passam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. Cerca de 1.400 navios estão parados aguardando segurança. O Irã quer cobrar pedágio pelo trânsito, o que deve ser seguido por Omã. Isso manterá tensão nos preços de energia, afetando cadeias produtivas globais e impactando o custo de vida dos brasileiros.

Destaques da Matéria

  • Cessar-fogo de 2 semanas já apresenta sinais de colapso no primeiro dia
  • Israel ignora acordo e realiza maior ataque ao Líbano desde início da guerra
  • Irã ameaça bloquear estreito de Hormuz e cobrar pedágio por trânsito de navios
  • Negociações enfrentam impasse sobre programa nuclear iraniano
  • Bloqueio de Hormuz pode impactar preços de energia e custo de vida no Brasil

Conteúdo original: Folha de S.Paulo/UOL | Adaptação: Perus Online