Tribunal Superior Eleitoral rejeita recursos do ex-governador fluminense e consolida sua inelegibilidade até 2030. A decisão encerra capítulo de esquema de cargos secretos que movimentou R$ 248 milhões em dinheiro vivo.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fechou a porta para o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) nesta terça-feira (2). Por unanimidade, os ministros rejeitaram todos os recursos apresentados pelo político e mantiveram sua inelegibilidade até 2030. A decisão consolida a condenação por abuso de poder político e econômico.

O esquema que levou à condenação é emblemático da corrupção que afeta toda a região Sudeste. Entre setembro de 2021 e julho de 2022, milhares de pessoas foram contratadas em cargos secretos no Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos) e na Uerj (Universidade do Estado do Rio). O resultado: R$ 248,4 milhões sacados em dinheiro vivo pela “boca do caixa”.
A investigação, revelada pelo UOL em 2022, expôs um sistema de desvio de recursos públicos que funcionava como máquina de caixa 2 político. Enquanto isso, serviços essenciais no Rio e em São Paulo sofrem com falta de investimento.
O TSE também rejeitou, por 5 votos a 2, o pedido do Ministério Público para cassar o diploma de Castro. O relator, Antônio Villas Bôas Cueva, considerou a questão prejudicada porque o ex-governador renunciou ao mandato um dia antes do julgamento. Apenas os ministros Floriano Marques de Azevedo e Estela Aranha votaram pela cassação.
Com a conclusão do julgamento no TSE, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar a discussão sobre as eleições no Rio de Janeiro. A corte definirá se o estado escolherá o novo governador por eleições diretas ou indiretas. Enquanto isso, o presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, governa o estado de forma interina.
Destaques do Conhecimento
- TSE rejeitou por unanimidade os recursos de Cláudio Castro e manteve sua inelegibilidade até 2030
- Esquema de cargos secretos movimentou R$ 248,4 milhões em dinheiro vivo entre 2021 e 2022
- STF deve decidir se Rio terá eleições diretas ou indiretas para novo governador
- Desembargador Ricardo Couto governa o RJ de forma interina durante o impasse
Fonte original: UOL | Adaptação: Equipe Perus Online






































