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Colapso do Banco Master: Como a crise de R$ 44 milhões da Cedae afeta o bolso do paulista

Investigação revela que diretores da Cedae abortaram resgate de R$ 44 milhões do Banco Master em maio de 2025, quando a instituição já apresentava sinais críticos. A crise financeira impacta diretamente os investimentos públicos que deveriam beneficiar os paulistas.

Uma investigação interna da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) expõe como funcionários ligados ao ex-governador Cláudio Castro deixaram de recuperar R$ 44 milhões investidos no Banco Master, mesmo quando alertas internos indicavam o risco iminente. O colapso da instituição financeira de Daniel Vorcaro agora compromete recursos que poderiam estar sendo aplicados em infraestrutura hídrica e saneamento básico – serviços essenciais para os moradores da Zona Noroeste e toda a região metropolitana de São Paulo.

1000005448 Colapso do Banco Master: Como a crise de R$ 44 milhões da Cedae afeta o bolso do paulista
Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Antonio Carlos dos Santos, indicado por Castro para a Diretoria Financeira da Cedae, ignorou sistematicamente recomendações internas para reduzir a exposição no Master, que ultrapassava R$ 200 milhões. Em 28 de maio de 2025, um gerente financeiro chegou a expedir ordem de resgate imediato de R$ 44.779.327,32, mas a operação foi cancelada apenas 1 hora e meia depois por um assessor direto de Santos – sem justificativa formal registrada.

O impacto dessa decisão é direto para o trabalhador paulista. Enquanto recursos públicos ficam presos em investimentos fracassados, a população de São Paulo continua enfrentando problemas crônicos de abastecimento de água e saneamento. A Cedae é responsável por garantir esses serviços essenciais, e cada real desviado ou perdido em operações questionáveis reduz a capacidade de investimento em infraestrutura que beneficia milhões de pessoas.

Mesmo diante do colapso iminente do banco, Santos aceitou que a devolução fosse feita em prestações mensais de R$ 20 milhões – o que faria a Cedae esperar cerca de um ano para recuperar o investimento. O banco não pagou os valores prometidos em outubro e novembro de 2025, e o saldo ainda a receber era de R$ 220 milhões.

A cronologia dos fatos revela uma conexão política questionável. O investimento de R$ 200 milhões no Master foi iniciado informalmente em maio de 2023, apenas uma semana após o governador Cláudio Castro ter um jantar de luxo de R$ 60 mil pago por Daniel Vorcaro em Nova York. Seis dias depois, Santos e seus assessores receberam um representante do banco para negociar o aporte – mesmo contrariando as regras internas da companhia naquele momento.

Para o cidadão comum de Perus e da Zona Noroeste, essa investigação representa mais um exemplo de como decisões tomadas nos bastidores do poder afetam a qualidade de vida. Enquanto recursos públicos desaparecem em operações financeiras questionáveis, as comunidades continuam aguardando investimentos básicos em saneamento, água tratada e infraestrutura urbana.

Destaques do Conhecimento

  • Cedae abortou resgate de R$ 44 milhões do Banco Master em maio de 2025, mesmo com alertas internos sobre a crise
  • Diretor indicado por Cláudio Castro se reuniu pessoalmente com Daniel Vorcaro em novembro de 2025, tentando renegociar o contrato
  • Investimento de R$ 200 milhões no Master foi iniciado uma semana após jantar de Castro com Vorcaro em Nova York
  • Cedae ainda tem R$ 220 milhões a receber do banco que entrou em colapso
  • Recursos públicos desviados poderiam estar sendo aplicados em saneamento básico e infraestrutura hídrica para São Paulo

Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Equipe Perus Online