Governo Trump propõe novo tarifaço de 25% contra o Brasil. Lula acusa Flávio Bolsonaro de traidor e alerta para prejuízos ao agronegócio, indústria e trabalhadores paulistas.
O presidente Lula criticou duramente a decisão do governo Donald Trump de impor um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. Em discurso em Goiás, o presidente associou a medida a ações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusando-o de tentar influenciar a política externa americana em benefício próprio nas eleições de outubro.
A nova tarifa vai atingir 21% das exportações brasileiras aos Estados Unidos, segundo o ministério da Indústria. Os principais produtos afetados são máquinas, equipamentos, madeira e itens elétricos. Para quem vive em São Paulo e na Zona Noroeste, o impacto será sentido na cadeia de produção local: empresas de manufatura, metalurgia e comércio podem repassar custos para o consumidor final.
Lula afirmou que Flávio Bolsonaro pediu “arrego” a Trump em tentativa de prejudicá-lo politicamente, mas que a medida prejudicará principalmente o povo brasileiro, empresários e o agronegócio. “Imbecil. Ele não sabe que não vai prejudicar o Lula, ele vai prejudicar o povo brasileiro”, disse o presidente.
A investigação que levou à proposta de tarifaço foi aberta em julho de 2025 sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O governo Trump aponta práticas comerciais injustas do Brasil em áreas como Pix, comércio eletrônico, tecnologia e desmatamento. O próximo passo é uma consulta pública até 15 de julho, quando o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) deve publicar seu relatório definitivo.
Destaques do Conhecimento
- Novas tarifas atingem 21% das exportações brasileiras aos EUA, principalmente máquinas, equipamentos e madeira
- Lula acusa Flávio Bolsonaro de tentar influenciar Trump para prejudicá-lo nas eleições de 2026
- Investigação da Seção 301 aponta práticas comerciais injustas em Pix, comércio eletrônico e desmatamento
- Decisão final sobre aplicação das tarifas cabe a Donald Trump até 15 de julho
- Impacto esperado em setores de manufatura, metalurgia e comércio paulista
Fonte original: Folha de S.Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online







































