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CFM proíbe PMMA para procedimentos estéticos no Brasil após morte de maquiadora em SP

O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso de PMMA (polimetilmetacrilato) para fins estéticos em todo o Brasil. A decisão ocorre após morte de maquiadora em São Paulo que realizou preenchimento com a substância.

A resolução será publicada na próxima terça-feira, 2 de junho. O CFM já havia solicitado a proibição à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anteriormente, mas a morte da profissional paulista acelerou a decisão do órgão regulador.

a-maquiadora-roseli-fernandes-de-oliveira-romeiro-vieira-morreu-apos-a-aplicacao-do-pmma-1780104984069_v2_900x506 CFM proíbe PMMA para procedimentos estéticos no Brasil após morte de maquiadora em SP
Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira faleceu após procedimento estético com PMMA na região dos glúteos e coxas

A única exceção permitida é para o tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, realizado exclusivamente em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e conforme protocolos do Ministério da Saúde.

O PMMA é um tipo de plástico utilizado como gel para preencher pequenas áreas nas camadas superficiais da pele. Embora tenha aplicações legítimas na medicina, seu uso estético apresenta riscos significativos que justificaram a proibição.

Impacto para Paulistanos e Zona Noroeste: Residentes de São Paulo, incluindo a região de Perus e Zona Noroeste, que realizaram procedimentos com PMMA devem procurar orientação médica imediata. Clínicas e profissionais que ofereciam esse serviço precisam se adequar à nova regulamentação.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o PMMA pode causar reações de curto prazo, como inchaço local, processos inflamatórios, alergias e granulomas (inflamações causadas pelo sistema imunológico). Reações tardias podem surgir anos após a injeção.

A cirurgiã plástica Marcela Cammarota, membro do conselho científico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), explica que a substância exige microesferas de tamanho específico. Se muito pequenas, o corpo as rejeita; se muito grandes, causam inflamações crônicas.

Doses altas de PMMA podem levar à necrose, pois o plástico comprime vasos sanguíneos, causando morte celular. Infecções também são possíveis: bactérias da pele podem penetrar o organismo e se fixar no material, tornando antibióticos ineficazes.

A remoção do PMMA não é simples. O procedimento pode exigir retirada do próprio tecido infiltrado, causando lesões e deformidades permanentes.

Outros casos de morte relacionados ao PMMA foram registrados no Brasil. A influenciadora digital Aline Maria Ferreira da Silva morreu aos 33 anos em julho de 2024. A modelo Andressa Urach quase morreu em 2014 após usar PMMA e hidrogel, mas conseguiu se recuperar.

O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e a relatora da resolução, cirurgiã plástica Graziela Bonin, concederão entrevista coletiva na segunda-feira, 1º de junho, para detalhar a proibição.

Destaques do Conhecimento

  • CFM proíbe uso de PMMA para fins estéticos em todo o Brasil a partir de 2 de junho de 2026
  • Exceção permitida apenas para tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids em unidades SUS credenciadas
  • PMMA pode causar reações inflamatórias crônicas, necrose, infecções e deformidades permanentes
  • Remoção da substância é complexa e pode exigir retirada de tecido saudável
  • Morte de maquiadora em São Paulo acelerou decisão do CFM sobre proibição

Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online