Ex-diretor de Benefícios do INSS André Paulo Felix Fidelis, preso desde novembro de 2024, foi responsável pela assinatura que permitiu empréstimos consignados no Digimais, banco do bispo Edir Macedo. A instituição financeira virou alvo da Polícia Federal na operação Miragem contra fraudes financeiras.
O acordo que liberou os consignados foi publicado no Diário Oficial da União em 2024, durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Fidelis é suspeito de receber R$ 3,4 milhões em propinas entre 2023 e 2024 de operadores da chamada Farra do INSS, esquema revelado pelo Metrópoles.

A Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal na terça-feira (23/6), cumpriu nove mandados de busca e apreensão contra o esquema de fraudes financeiras. Edir Macedo não foi alvo direto dos mandados por não residir no Brasil, mas teve sigilo bancário quebrado e bens bloqueados pela Justiça.
Quando o consignado foi liberado, o Digimais já enfrentava problemas financeiros públicos. Desde a pandemia de Covid-19, a instituição acumula inadimplência que impactou sua liquidez. Relatórios de 2023 e 2024 mostram que o banco precisou receber aportes de Edir Macedo para não quebrar.
O crédito consignado, com desconto direto na folha de pagamento, oferece juros menores que o mercado e ajuda a garantir liquidez aos bancos em momentos de crise. O acordo tem validade de cinco anos.
Entre outubro de 2023 e janeiro de 2026, o Digimais fez contratos com institutos de previdência municipais em ao menos 10 municípios paulistas, incluindo Guarulhos, São Roque, São José do Rio Preto e a capital. O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) havia indeferido um pedido anterior do banco, mas mudou de posicionamento no último ano.
A suspeita é de que o Digimais manipulou balanços, fraudou registros regulatórios e inflou artificialmente valores de ativos para ocultar a real situação financeira da instituição, configurando crime contra o sistema financeiro.
Destaques do Conhecimento
- Ex-diretor André Paulo Felix Fidelis assinou acordo que liberou consignados no Digimais em 2024
- Fidelis é suspeito de receber R$ 3,4 milhões em propinas de operadores da Farra do INSS
- Operação Miragem da PF investiga fraudes financeiras no banco de Edir Macedo
- Digimais enfrenta problemas de inadimplência desde a pandemia e recebeu aportes de Edir Macedo
- Banco operou em ao menos 10 municípios paulistas com empréstimos consignados
Fonte original: Metrópoles São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online


































