As audiências de instrução no caso da PM Gisele Alves Santana iniciam na próxima segunda-feira (29 de junho) no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste de São Paulo. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa com um disparo na cabeça, terá seu interrogatório marcado para 3 de julho.
O processo entra em fase crítica com a oitiva de 42 testemunhas arroladas entre os dias 29 de junho e 2 de julho. No primeiro dia, sete pessoas consideradas-chave depõem: o delegado Lucas de Souza Lopes, os peritos Amanda Rodrigues Marinone e Tadeu Gomes Correa, a sargento Damiana Alves da Silva (amiga próxima de Gisele), além de policiais que atenderam a ocorrência e uma vizinha do casal.

A policial militar, de 32 anos, foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro dentro do apartamento onde residia no Brás. Socorrida pelo Corpo de Bombeiros e transportada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, Gisele morreu horas depois por traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo.
Inicialmente registrado como suicídio, o caso foi reclassificado para morte suspeita após análises periciais descartarem essa hipótese. A dinâmica do disparo não correspondia ao cenário de suicídio apresentado pelo acusado. Com base em laudos técnicos, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do tenente-coronel em 17 de março, exatamente um mês após a morte da esposa.
O coronel foi preso em 18 de março em um condomínio residencial de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.
Destaques do Conhecimento
- Primeira audiência ocorre em 29 de junho com sete testemunhas-chave, incluindo delegado, peritos e amiga da vítima
- Processo envolve 42 testemunhas a serem ouvidas entre 29 de junho e 2 de julho
- Interrogatório do acusado está marcado para 3 de julho no Fórum Criminal da Barra Funda
- Análises periciais descartaram hipótese de suicídio e apontaram tenente-coronel como principal suspeito
- Após conclusão das oitivas, Justiça decidirá se caso segue para Tribunal do Júri
Fonte original: Metrópoles São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online



































