Jaques Wagner, ex-líder do governo no Senado, reconhece contatos com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, e critica a Polícia Federal por 'espetacularização' da operação. O escândalo financeiro que levou à liquidação do banco também envolve pagamentos milionários a empresa ligada à família do senador.
O senador petista deixou a liderança do governo no Senado após ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Wagner admitiu ter relacionamento com Augusto Lima, ex-sócio do banco, mas negou qualquer favorecimento ou envolvimento com a fraude estimada em R$ 12 bilhões.
Wagner reclamou ao presidente Lula sobre a divulgação de fotos da Polícia Federal mostrando dólares e euros apreendidos em seu apartamento em Brasília. Segundo o senador, a exposição viola ordem do ministro André Mendonça do STF que determinou discrição na operação. “Para que aquela patacoada de dinheiro em cima da cama com o escudo da PF?”, questionou.

O senador revelou que os valores pagos pelo Banco Master para a empresa de sua nora são maiores do que os R$ 3,5 milhões divulgados pela Polícia Federal. Ele argumenta que o dinheiro tem origem legal e que os pagamentos correspondem ao rompimento de contrato. Wagner também admitiu pegar caronas com empresários, mas negou que tenham colocado um avião à sua disposição.
Sobre os ingressos para show de Taylor Swift nos Estados Unidos, Wagner minimizou a questão. “Estão achando que ele me comprou porque arrumou dois ingressos. Eu poderia pedir coisa mais importante, né?”, afirmou. Sua neta, que mora há oito anos nos EUA, teria recebido os ingressos.
Wagner também criticou a narrativa de que o escândalo começou na Bahia. Segundo ele, quando a Cesta do Povo foi privatizada em 2018, o Banco Master ainda não existia. “Nada começou na Bahia. O banco virou sócio do Augusto Lima em 2019”, disse. O senador apontou que o Banco Master foi viabilizado durante o governo Bolsonaro, sob supervisão do então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
Destaques do Conhecimento
- Jaques Wagner admite relacionamento com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, mas nega favorecimento
- Senador critica Polícia Federal por divulgar fotos de dinheiro apreendido, chamando de 'espetacularização'
- Empresa ligada à família de Wagner recebeu mais de R$ 3,5 milhões do Banco Master em pagamentos
- Wagner argumenta que origem do dinheiro em moedas estrangeiras vem de diárias recebidas como senador
- Banco Master foi liquidado em 2025 após fraude estimada em R$ 12 bilhões
Fonte original: Folha de S.Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online


































