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Famílias de Travinhas dormem em barracas após incêndio; crianças internadas na UTI

Cinco dias após incêndio que destruiu 150 casas em Travinhas, próximo a Paraisópolis, moradores improvisam abrigo em calçadas. Duas crianças seguem internadas na UTI por intoxicação por fumaça.

A comunidade de Travinhas, localizada na Zona Sul de São Paulo próxima a Paraisópolis, enfrenta uma crise humanitária após o incêndio de 18 de junho. Famílias inteiras dormem em barracas improvisadas nas calçadas, enfrentando frio intenso e falta de respostas do poder público sobre realocação permanente.

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Moradora improvisa rotina doméstica na calçada: falta de abrigo força adaptações extremas

Duas crianças, de 7 e 13 anos, permanecem internadas na UTI do Hospital Municipal do Campo Limpo por intoxicação por fumaça. Ambas possuem histórico de asma e encontram-se estáveis, com previsão de transferência para enfermaria. Segundo relatos de familiares, a situação respiratória das crianças agravou-se durante o incêndio.

Aproximadamente 150 famílias perderam suas moradias no incêndio. A Prefeitura ofereceu acolhimento emergencial em Guaianases, na Zona Leste, mas os moradores recusaram por considerar a localização distante demais de seus locais de trabalho e vida na Zona Sul. Apenas seis famílias aceitaram o acolhimento municipal.

Sem alternativa de moradia, muitos improvisam barracas cedidas por vizinhos, onde dormem de 3 a 4 pessoas. A prefeitura forneceu colchões, mas a falta de estrutura permanente agrava a situação, especialmente com o frio noturno intenso que afeta principalmente as crianças.

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Realidade pós-incêndio: barracas e colchões em calçadas servem como única moradia

Maria Aparecida, de 58 anos, moradora há 14 anos na comunidade, agora dorme na calçada em um colchão ao lado do marido. Ela dedica cerca de 10 horas diárias cozinhando para aproximadamente 80 pessoas em uma área cedida por um vizinho. Apesar das marmitas e alimentos fornecidos pela prefeitura, ela continua sendo a principal responsável por preparar refeições para a comunidade.

Gilmara Oliveira, líder comunitária de 30 anos, relata que as famílias compartilham um único banheiro cedido por um morador. Ela destaca que a prefeitura ainda não se posicionou sobre auxílio-aluguel ou realocação permanente. “Não falaram nada. E nós já estamos pensando em reconstruir nossos barracos, porque no frio não dá pra ficar”, afirma.

ONGs de Paraisópolis têm auxiliado com doações de alimentos, roupas e cobertores, mas sem espaço para armazenar, os itens acumulam nas ruas. A falta de estrutura de guarda torna impossível organizar as doações recebidas.

A Prefeitura de São Paulo informou que disponibilizou auxílio emergencial de R$ 1.000 em parcela única para as famílias afetadas. O benefício será liberado após conclusão do cadastro e entrega de documentação, contemplando as 46 famílias identificadas. A Secretaria Municipal de Assistência Social afirma que todas as famílias foram cadastradas e seguem sendo acompanhadas pelo Cras Vila Andrade.

Destaques do Conhecimento

  • 150 famílias perderam suas moradias no incêndio de 18 de junho em Travinhas
  • Duas crianças internadas na UTI por intoxicação por fumaça; ambas estáveis
  • Moradores recusaram acolhimento em Guaianases por distância; apenas 6 famílias aceitaram
  • Prefeitura ofereceu R$ 1.000 de auxílio emergencial por família
  • Comunidade aguarda definição sobre auxílio-aluguel e realocação permanente

Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online