Operação da Polícia Civil e Ministério Público desmantelou esquema de lavagem de dinheiro do PCC na empresa de ônibus Transunião. Vereador do PT foi preso e R$ 194 milhões foram bloqueados em contas bancárias.
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta quinta-feira (25) a Operação Última Parada, que investiga a infiltração do crime organizado na empresa de transporte público Transunião. A ação resultou em cinco prisões temporárias e 103 mandados de busca e apreensão.
Segundo o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), a Transunião recebeu R$ 180 milhões em subsídios do poder público apenas no primeiro semestre de 2026. A empresa é apontada como instrumento de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Entre os presos estão o vereador Senival Moura (PT), apontado como controlador da empresa; Jair Ramos de Freitas (“Cachorrão”), diretor informal; e Devanil de Souza Nascimento (“Sapo”), motorista e homem de confiança do vereador. Também são procurados Lourival Monário (“Orelha”), presidente da Transunião, e Leonel Moreira Martins (“Cabeça Branca”), supervisor operacional.
A investigação revelou que a empresa funcionava com um núcleo paralelo que autorizava transferências de grandes valores para criminosos ligados ao PCC. O capital social da Transunião foi inflado artificialmente de R$ 100 mil para R$ 50 milhões, permitindo que a empresa vencesse licitações da Prefeitura de São Paulo.
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A Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em contas bancárias, sequestro de 21 imóveis, bloqueio de 117 veículos e 3 embarcações. A operação também resultou no afastamento imediato de todos os diretores e administradores da Transunião.
A Transunião opera 50 linhas municipais que transportam 262 mil passageiros por dia útil, atuando principalmente na Zona Leste de São Paulo. A Prefeitura foi notificada para garantir a continuidade do serviço essencial, seja através de intervenção direta ou repasse das linhas para outras viações.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou que pretende fazer a intervenção na empresa e reafirmou o compromisso de manter o serviço funcionando normalmente para os 7 milhões de passageiros diários da cidade.
Destaques do Conhecimento
- Transunião recebeu R$ 180 milhões em subsídios públicos apenas no 1º semestre de 2026
- Vereador Senival Moura (PT) foi preso como controlador da empresa infiltrada pelo PCC
- R$ 194 milhões foram bloqueados em contas bancárias dos investigados
- Empresa opera 50 linhas municipais com 262 mil passageiros/dia na Zona Leste
- Capital social foi inflado artificialmente de R$ 100 mil para R$ 50 milhões
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online



































