Sistema de alertas da Defesa Civil permanece desativado enquanto chuva persistente causa alagamentos, crateras e quedas de árvores na Grande São Paulo. Temporal já registra volumes 136% acima da média histórica para junho.
A Grande São Paulo enfrenta desde terça-feira (23) um temporal intenso que segue provocando transtornos em diferentes regiões, enquanto a ferramenta de alertas emergenciais da Defesa Civil permanece fora do ar. O sistema, responsável por enviar mensagens diretas aos celulares da população, foi desativado por determinação do governo federal após suspeita de invasão hacker na madrugada do sábado (20).
A suspensão foi definida pela Defesa Civil Nacional enquanto investigações são conduzidas e medidas de segurança são reforçadas. Mesmo sem o sistema de alertas, órgãos públicos orientam a população a acompanhar atualizações por canais oficiais e adotar medidas de precaução, como evitar áreas de risco e vias alagadas.
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De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, junho registra até agora 113,6 mm de precipitação – o equivalente a 136,7% da média histórica para o mês, que é de 48 mm. Em apenas 24 horas, a capital já recebeu cerca de metade da chuva prevista para todo o mês.
Na Zona Leste da capital, ruas da Vila Mendes, na Vila Prudente, ficaram alagadas desde a noite de terça, especialmente nas proximidades do córrego do Oratório. Embora o nível da água tenha baixado na manhã desta quarta, ainda havia vias com pontos de alagamento.
A região metropolitana também acumula volumes expressivos de chuva. Em Cajamar, uma cratera se abriu na noite de terça e engoliu parcialmente um carro. O Corpo de Bombeiros informou que o motorista foi retirado por moradores antes da chegada das equipes e não houve feridos. Situação semelhante ocorreu em Ribeirão Pires, onde outro carro caiu em um buraco que se formou após o asfalto ceder durante a chuva, na Rua Pedro Mozelli, no Parque Aliança. De acordo com a prefeitura, não houve vítimas e a via passa por obras de drenagem.
Dados do Corpo de Bombeiros indicam que, entre a meia-noite e a manhã desta quarta-feira, foram registradas ao menos nove ocorrências de quedas de árvores e um caso de desabamento na Grande São Paulo.
A manhã segue com tempo fechado, chuva intermitente e temperaturas baixas. A mínima média foi de 12°C, com registro de 9,4°C em Parelheiros, na Zona Sul. A máxima não deve passar de 14°C, o que pode confirmar o dia mais frio do ano, segundo o CGE.
A tendência é de continuidade das chuvas nos próximos dias, ainda que com menor intensidade. A previsão indica precipitações fracas a moderadas na quinta-feira (25) e pancadas isoladas na sexta-feira (26), mantendo a sensação de frio e a umidade elevada.
Destaques do Conhecimento
- Sistema de alertas da Defesa Civil permanece suspenso por suspeita de ataque hacker desde sábado (20)
- Junho registra 113,6 mm de precipitação, equivalente a 136,7% da média histórica para o mês
- Temporal provocou alagamentos na Zona Leste, crateras em Cajamar e Ribeirão Pires, e ao menos 9 quedas de árvores
- Temperatura máxima não deve passar de 14°C, podendo ser o dia mais frio do ano
- Chuvas devem continuar com menor intensidade até sexta-feira (26)
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online





































