Dispositivos de rastreamento do tamanho de moedas estão sendo usados para perseguir mulheres em São Paulo. A prática configura crime de stalking, com pena de até dois anos de prisão.
Homens têm ocultado pequenos equipamentos de rastreamento em carros, bolsas, mochilas e até pertences de crianças para monitorar a rotina de mulheres com quem tiveram relacionamento. Após investigação da Folha de S.Paulo, a Secretaria da Segurança Pública confirmou que o uso clandestino desses dispositivos se enquadra no crime de perseguição, conhecido como stalking.
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Os equipamentos, comercializados por menos de R$ 100, permitem acompanhar deslocamentos em tempo real sem que a vítima perceba. Embora não existam estatísticas oficiais dimensionando especificamente o uso desses dispositivos, os casos são registrados como perseguição.
Segundo a SSP, os registros de stalking na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, no Cambuci (região central), aumentaram no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. O crime de perseguição foi incluído no Código Penal em 2021 e prevê pena de seis meses a dois anos de prisão, além de multa.
A Secretaria da Segurança Pública mantém um conjunto integrado de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. São Paulo conta atualmente com 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e 220 salas DDM. A rede de proteção também inclui a Cabine Lilás, estrutura de atendimento instalada no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), que já realizou 29,6 mil atendimentos até maio deste ano.
No campo tecnológico, destaca-se o aplicativo SP Mulher Segura, que reúne ferramentas de geolocalização e monitoramento de agressores com tornozeleira eletrônica. A plataforma possui mais de 61 mil usuárias ativas e registrou mais de 16,6 mil acionamentos do botão do pânico. Atualmente, 434 pessoas são acompanhadas pelo sistema de monitoramento eletrônico, das quais 221 respondem por casos de violência doméstica.
Destaques do Conhecimento
- Dispositivos de rastreamento do tamanho de moedas custam menos de R$ 100 e permitem monitoramento em tempo real
- O uso clandestino de tags para perseguir mulheres configura crime de stalking, com pena de seis meses a dois anos de prisão
- Registros de stalking aumentaram no primeiro trimestre de 2026 na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo
- SP Mulher Segura possui mais de 61 mil usuárias ativas e já registrou mais de 16,6 mil acionamentos do botão do pânico
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online





































