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quarta-feira 11 março 2026 | 09:18

Em contexto político tenso, Bolívia elege presidente, vice e congressistas neste domingo

Neste domingo, 17 de agosto, quase oito milhões de bolivianos são chamados às urnas para eleger seu novo presidente, vice-presidente e congressistas.
Às vésperas das eleições, o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) garantiu que tudo está pronto para que milhões de bolivianos elejam, além do presidente, 130 deputados, 36 senadores e nove representantes supranacionais.
A Bolívia entra nas eleições em um contexto político, econômico e social altamente tenso. O Movimento ao Socialismo (MAS), que governa há quase duas décadas, chega às eleições enfraquecido por conflitos internos, particularmente entre o ex-presidente Evo Morales e o atual presidente Luis Arce.
Ao todo oito candidatos concorrem à presidência do país: dois de esquerda (Andrónico Rodríguez e Eduardo del Castillo), e seis de oposição de direita e centro-direita (Samuel Doria Medina, o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, o ex-militar Manfred Reyes Villa, Rodrigo Paz Pereira, Jhonny Fernández e Pavel Aracena Vargas).
De acordo com as leis eleitorais, o processo eleitoral começará às 7h, horário da Bolívia, na sede do TSE, em La Paz.
As urnas devem abrir às 8h e fechar às 16h, no horário local (Uma hora a menos em relação ao horário de Brasília). O tribunal eleitoral planeja divulgar 80% dos resultados preliminares na noite da eleição.
Os resultados oficiais serão entregues nos próximos sete dias.
## Eleições na Bolívia
Estas serão as eleições mais observadas na história do país, com mais de 3.500 observadores de 19 organizações nacionais e internacionais presentes.
Para vencer a eleição e evitar um segundo turno, os candidatos precisam de maioria absoluta ou 40% dos votos, com uma vantagem de 10 pontos sobre o segundo colocado.
Caso contrário, será realizado um segundo turno entre os dois candidatos que ficaram em primeiro e segundo lugar.
Horas antes do início do processo eleitoral, o governo boliviano rejeitou as acusações feitas pela Aliança da Unidade, liderada pelo candidato de direita Samuel Doria Medina, que denunciou a suposta existência de um “plano manipulado” para vincular seu partido à fraude eleitoral.
Em nota, o Poder Executivo classificou tais declarações como “irresponsáveis” e instou todas as forças políticas participantes das eleições a atuarem com “total e absoluta responsabilidade” no contexto do processo democrático.
“O que explica a posição da Alianza Unidad é a guerra suja entre partidos de direita. O Governo Nacional não está envolvido nisso”, afirma o artigo, referindo-se às acusações trocadas entre candidatos opositores.
Ele também enfatizou que não é “saudável para a democracia e para o país questionar um processo cujo órgão gestor, o TSE, demonstrou total transparência e comprometimento ao cumprir o cronograma inicialmente estabelecido.
Fonte: ICL Notícias Data: 17/08/2025 | 08h21 Por: Telesur