Moradores da zona leste de São Paulo que presenciaram o desfecho trágico de uma abordagem policial vivem sob clima de intimidação constante. Duas testemunhas confirmaram em depoimento junto ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que viaturas da Polícia Militar circulam repetidamente em frente aos seus endereços, gerando temor de possíveis represálias.
Os relatos indicam um padrão preocupante de vigilância. Erick Levy, que documentou o incidente em vídeo alertando sobre câmeras de segurança, afirma que as abordagens policiais iniciaram com agressões verbais e físicas. Segundo seu depoimento, a policial Yasmin Cursino Ferreira teria proferido insultos contra a vítima. Desde então, viaturas passam insistentemente em frente à sua residência. O artista plástico Vinicius Santos relata situação semelhante, com veículos de forças especiais circulando em sua rua com agentes armados e encapuzados.
O clima de insegurança se estende além dos depoentes identificados. Uma testemunha que presenciou o disparo de forma direta recusa-se a falar com as autoridades por temer represálias. O advogado Wilson Ferreira, que representa Luciano Santos (marido da vítima), confirma a existência dessa testemunha silenciosa, evidenciando o grau de intimidação que permeia a comunidade local.
As investigações ganharam novo impulso com a abertura de inquérito independente pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Dois promotores acompanharam pessoalmente os depoimentos, sinalizando a gravidade atribuída ao caso. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) foi questionada sobre as alegadas represálias, comprometendo-se a investigar.
A defesa da família de Thawanna Salmázio manifestou-se disponível para documentar qualquer ato de coação ou intimidação por parte de agentes públicos. A advogada que acompanha o caso reforçou que qualquer novo incidente será imediatamente comunicado às autoridades competentes.
Luciano Santos, viúvo, relata viver em estado de pânico permanente. Ele descreve sensação de terror ao avistar qualquer viatura, evita circular pelas ruas e perdeu a confiança nas pessoas ao seu redor. Até atividades rotineiras como ir ao mercado tornaram-se fonte de angústia.
A Ouvidoria das Polícias de São Paulo manifestou disposição em receber denúncias anônimas relacionadas ao caso. O advogado de Luciano pretende formalizar protocolo na Ouvidoria para encorajar outras testemunhas a se apresentarem, sem receio de represálias.
Destaques do Conhecimento
- Duas testemunhas confirmam vigilância constante de viaturas em seus endereços na zona leste paulista
- Testemunha anônima recusa depor por medo de represálias policiais
- Ministério Público de São Paulo abriu investigação independente com acompanhamento de promotores
- Defesa da família está preparada para documentar atos de intimidação ou coação
- Viúvo relata estado permanente de pânico e insegurança após o ocorrido
- Ouvidoria das Polícias recebe denúncias anônimas sobre possíveis represálias
- Protocolo será formalizado para incentivar outras testemunhas a se manifestarem
Conteúdo adaptado e reescrito para Perus Online | Fonte original: UOL Notícias | Data: 11 de abril de 2026






































