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sábado 7 março 2026 | 05:10

Israel avança sobre o Líbano, ataca Irã e guerra tem impacto global


O governo de Israel intensifica os bombardeios, com ataques simultâneos contra o Líbano e Irã, enquanto as autoridades de Teerã ampliam ataques contra bases e instalações dos EUA em toda a região. De acordo com as autoridades israelenses, o palácio presidencial na capital iraniana foi atingido, assim como o local onde se reúne o Conselho de Segurança do país.
O quarto dia do conflito no Oriente Médio aprofunda ainda o impacto global, com a interrupção do fluxo de comércio pelo estreito de Ormuz, abalo no mercado financeiro e possível desabastecimento em setores estratégicos.
De acordo com o Crescente Vermelho, 787 pessoas já morreram no Irã como resultado dos bombardeios. A Unicef ainda indicou que crianças morreram no Irã, Israel e 7 no Líbano.
Os dados das entidades internacionais ainda apontam que: – Pelo menos 153 cidades em todo o Irã foram afetadas pelos ataques – 504 locais foram atingidos até agora por ataques EUA-Israel – 1039 ataques foram registrados
A guerra ainda começa a dar sinais de tragar para o palco de conflito os governos europeus. A França anunciou que irá mandar sistemas de defesa aérea para o Chipre, depois de a base britânica na ilha ter sido atingida por drones iranianos.
No Líbano, Israel também ampliou os ataques, principalmente contra bases do Hezbollah. O governo israelense lançou um alerta para que 80 cidades libanesas sejam evacuadas.
O governo de Donald Trump anunciou que todos os cidadãos americanos deveriam sair imediatamente do Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.
Enquanto isso, nesta terça-feira, os preços do petróleo subiram pelo terceiro dia consecutivo, com o contrato futuro do Brent se aproximando de US$ 80. Um dos principais temores é de que esse valor chegue a US$ 100.
O impacto tem sido resultado do que parece ser um fechamento do Estreito de Ormuz, que fica entre o Irã e Omã, é uma das rotas de trânsito de petróleo mais importantes do mundo, com cerca de 20% do fornecimento global de petróleo passando por ele.
Atualmente, cerca de 160 navios estão parados na região, depois de o governo iraniano ter alertado que iria incendiar qualquer embarcação que tente cruzar o estreito.
Na Coreia do Sul, a bolsa caiu em mais de 5% e o temor é de que o impacto chegue rapidamente às economias da Europa.
Por Jamil Chade ICL Notícias