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São Paulo investiga segundo caso suspeito de ebola; paciente internada no Emílio Ribas com quadro estável

São Paulo investiga segundo caso suspeito de ebola em 2026. Paciente brasileira de 31 anos, internada no Emílio Ribas, apresenta quadro estável e aguarda confirmação laboratorial.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo abriu investigação para um novo caso suspeito de infecção pelo vírus ebola na capital paulista. A notificação foi registrada nesta quarta-feira (10 de junho). A paciente é uma brasileira de 31 anos que trabalhou na província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo, e desembarcou no Brasil no dia 6 de junho.

Após apresentar sintomas como febre e diarreia no dia 9 de junho, a mulher foi inicialmente atendida em um hospital particular da capital e posteriormente transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional para casos suspeitos ou confirmados da doença. Ela permanece em isolamento com quadro estável, seguindo rigorosamente os protocolos de biossegurança.

Até o momento, não há confirmação laboratorial de ebola. Os testes estão sendo realizados pelo Instituto Adolfo Lutz. O teste rápido para malária já apresentou resultado negativo.

A investigação foi aberta porque a paciente se enquadra nos critérios para caso suspeito, considerando o histórico de viagem a uma região com transmissão ativa da doença e os sintomas apresentados. Este é o segundo caso suspeito investigado pelo estado em 2026. No início de junho, a Secretaria da Saúde descartou a suspeita de ebola em um homem de 37 anos que também havia viajado à República Democrática do Congo.

Após a primeira notificação, a Secretaria de Saúde intensificou as ações de vigilância epidemiológica. Nesta semana, mais de 1,1 mil profissionais de saúde participaram de um treinamento promovido pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) sobre identificação, prevenção e resposta a casos suspeitos da doença. A pasta também atualizou os protocolos de orientação para toda a rede de saúde.

Segundo o CVE, o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul continua classificado como muito baixo. O vírus ebola não é transmitido pelo ar. A transmissão ocorre apenas por contato direto com secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas após o início dos sintomas.

Destaques do Conhecimento

  • Segundo caso suspeito investigado em São Paulo em 2026; o primeiro, em junho, foi descartado após exames identificarem meningite meningocócica.
  • Mais de 1,1 mil profissionais de saúde paulistas participaram de treinamento sobre identificação, prevenção e resposta a casos suspeitos da doença.
  • O vírus ebola não é transmitido pelo ar; a transmissão ocorre apenas por contato direto com secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas após o início dos sintomas.
  • O risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul continua classificado como muito baixo, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE).
  • No surto atual na República Democrática do Congo e Uganda, a OMS registra 18 mortes confirmadas em 134 casos, com taxa de mortalidade de 13%.

Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online