Fortes ventos de até 125 km/h deixaram três pessoas mortas e causaram destruição em São Paulo nesta quarta-feira (29). Na capital, mais de 106 mil clientes ficaram sem energia, aeroportos cancelaram voos e o transporte público sofreu transtornos que afetaram o dia a dia do trabalhador paulistano.
A tempestade que atingiu diferentes regiões de São Paulo provocou rajadas devastadoras. Em Santos, um homem em situação de rua morreu atingido por uma árvore na região do Canal 5. Em Cesário Lange, na Região Metropolitana de Sorocaba, um homem de 62 anos faleceu quando uma árvore de grande porte caiu sobre seu veículo. A terceira vítima foi um pescador de 50 anos cujo barco naufragou na altura do bairro Cigarras, em São Sebastião, no litoral norte. Quatro pessoas que estavam na embarcação foram resgatadas com vida.

Na capital paulista, os ventos chegaram a 75,3 km/h no bairro da Saúde e 70,4 km/h no Aeroporto de Congonhas. O impacto foi imediato: a Enel registrou mais de 106 mil clientes sem energia elétrica na área de concessão, que inclui a capital e municípios vizinhos. Até o final da tarde, esse número havia caído para cerca de 49,5 mil, mas o apagão deixou milhares de residências e comércios na zona noroeste e em toda a região metropolitana sem fornecimento de energia.
Os aeroportos também sofreram transtornos significativos. Em Congonhas, ao menos 21 voos programados foram afetados, com duas chegadas e quatro partidas canceladas, além de 15 voos alterados. Em Guarulhos, duas aeronaves precisaram ser desviadas para outros aeroportos. O Corpo de Bombeiros recebeu 39 chamados para quedas de árvores apenas na região metropolitana até as 17h20.
Na Baixada Santista, a situação foi crítica. A Autoridade Portuária de Santos suspendeu a navegação no estuário a partir das 12h45. As travessias de balsas entre Santos e Guarujá, Vicente de Carvalho e Santos, e Bertioga e Guarujá foram interrompidas como medida de segurança. No Porto de Santos, os ventos provocaram o deslocamento de contêineres em terminais portuários e a queda de um contêiner sobre a rede elétrica.
Em Santos, o vendaval provocou 23 quedas de árvores, seis quedas de muros e destelhamentos de imóveis. Também houve o desabamento da estrutura de contenção de um terreno na esquina da Rua Lucas Fortunato com a Avenida Ana Costa. Em Cubatão, foram registradas 14 quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia, levando a prefeitura a suspender as aulas em 15 unidades escolares.
As maiores rajadas registradas no estado chegaram a 124,9 km/h em Itaporanga e Itaí, 117 km/h em Taquarituba, 111,8 km/h em Santos e 103 km/h em Itanhaém. A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu alerta severo para a Baixada Santista, orientando a população a procurar abrigo, evitar áreas abertas e não permanecer sob árvores, postes ou outras estruturas que possam ceder.
Destaques do Conhecimento
- Três pessoas morreram durante o vendaval que atingiu São Paulo nesta quarta-feira (29 de julho)
- Ventos de até 125 km/h causaram quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia em toda a região metropolitana
- Mais de 106 mil clientes ficaram sem energia elétrica na capital e municípios vizinhos; Porto de Santos foi fechado preventivamente
- Aeroportos de Congonhas e Guarulhos cancelaram e alteraram voos; Corpo de Bombeiros recebeu 39 chamados para quedas de árvores
- Defesa Civil permanece mobilizada para atender ocorrências em toda a região afetada
Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Equipe Perus Online





































