Forte sistema de ventos com velocidades extremas atingiu as principais metrópoles brasileiras nesta quarta-feira, provocando um cenário de calamidade pública. A tempestade, caracterizada por rajadas que ultrapassaram 125 quilômetros por hora, resultou em cinco óbitos confirmados e deixou centenas de milhares de residências sem fornecimento de energia elétrica em São Paulo e Rio de Janeiro. O fenômeno meteorológico também causou interrupções significativas no transporte aéreo e terrestre, paralisando parcialmente a circulação em ambas as cidades.
A região de São Paulo registrou os impactos mais severos. Na cidade litorânea de Santos, um indivíduo em situação de vulnerabilidade social foi fatalmente atingido por uma árvore que desabou na avenida Almirante Cochrane. Simultaneamente, em Cesário Lange, na região de Sorocaba, um motorista perdeu a vida quando uma árvore caiu sobre seu veículo. Um terceiro óbito ocorreu em São Sebastião, onde um pescador naufragou durante a tempestade. Além disso, um piloto de pequena aeronave morreu carbonizado após queda na zona rural de Mogi Mirim, com investigações ainda em andamento sobre as causas do acidente.
No Rio de Janeiro, duas pessoas faleceram após o colapso de um muro em Santa Teresa. A tempestade provocou apagão generalizado que afetou aproximadamente 500 mil imóveis, paralisou completamente o sistema de metrô em três linhas principais e interrompeu a circulação de trens em diversos ramais. O transporte público sofreu impactos severos, com a estação Dom Bosco do BRT fechada para embarque e desembarque devido a danos estruturais.
Os números de destruição material são alarmantes. A concessionária de energia em São Paulo registrou 106 mil clientes sem eletricidade no pico da crise. No aeroporto de Congonhas, 15 voos foram alterados, com oito cancelamentos de chegadas e sete de partidas. A ponte Rio-Niterói experimentou congestionamento extremo, com tempo de travessia aumentando de 13 para 50 minutos em determinado sentido.
O fenômeno resultou do contraste térmico abrupto entre o ar quente que predominava na região Sudeste e a massa de ar frio associada ao sistema frontal em aproximação. Em São Paulo, a temperatura caiu de 29°C para 21°C em apenas 30 minutos, gerando as rajadas destrutivas.
Destaques do Conhecimento
- Rajadas de vento ultrapassaram 125 km/h em São Paulo e Rio de Janeiro, causando cinco mortes confirmadas
- Mais de 106 mil clientes ficaram sem energia elétrica em São Paulo; 500 mil imóveis afetados no Rio
- Sistema de metrô do Rio foi paralisado em três linhas principais; 15 voos alterados em Congonhas
- Fenômeno causado por contraste térmico entre ar quente e frente fria em aproximação
Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Perus Online
Caption: Ventania devastadora causa destruição em Santos, SP, com queda de árvores e danos estruturais em residências e infraestrutura pública





































