Presidente da Fifa abandona projeto de venda de direitos da Copa do Mundo após pressão interna. A decisão marca recuo estratégico em plano que movimentaria bilhões e afetaria a estrutura do futebol global.
Gianni Infantino, comandante máximo da Fifa, recuou do ambicioso plano de criar uma subsidiária avaliada em 20 bilhões de dólares para comercializar direitos da Copa do Mundo. O anúncio veio após divisões internas na entidade e pressão de confederações, especialmente da Uefa (confederação europeia).
O projeto, batizado de Fifa Forward Enterprise, previa a venda de até 20% de suas ações a investidores privados, gerando receita estimada em 4,2 bilhões de dólares. A ideia era centralizar direitos comerciais, patrocínios, transmissões e licenciamento em uma única empresa controlada pela Fifa.

Em comunicado oficial, Infantino afirmou que “após ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio, já não atendem ao objetivo definido”. O dirigente reafirmou que o propósito da Fifa é “unir e melhorar”, não dividir.
A Uefa havia ameaçado boicotar torneios da Fifa caso a proposta avançasse. Confederações de diversos continentes também manifestaram preocupação com a centralização de poder e receitas. A entidade máxima do futebol havia prometido que a aprovação só ocorreria com consentimento da maioria das 211 associações-membro.
Para o futebol brasileiro, a decisão representa estabilidade. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes nacionais dependem de receitas geradas pela participação em competições internacionais. Uma reestrutura radical nos direitos comerciais poderia impactar diretamente os repasses financeiros.
Infantino sinalizou intenção de retomar diálogos com todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, buscando encontrar caminhos que fortaleçam o futebol em países que mais precisam de apoio.
Destaques do Conhecimento
- Infantino desistiu de vender participação acionária da Fifa Forward Enterprise após gerar divisões internas
- Projeto previa arrecadação de 4,2 bilhões de dólares com venda de até 20% das ações
- Uefa ameaçou boicote; confederações globais manifestaram preocupação com centralização de poder
- Decisão mantém estrutura atual de distribuição de receitas para confederações nacionais, incluindo CBF
- Dirigente promete retomar diálogos para fortalecer futebol em países em desenvolvimento
Fonte original: UOL | Adaptação: Equipe Perus Online






































