Trump acompanha eleições do Brasil 'de perto' e sinaliza pressão sobre STF. Governo americano planeja destinar US$ 1 milhão para grupos contrários à corte, gerando preocupação com interferência externa na disputa presidencial a três dias do primeiro turno.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º de outubro) que monitora as eleições brasileiras “de perto” e as classificou como “muito importantes”. A declaração ocorre em contexto de crescente tensão entre Washington e Brasília, com relatos de que o governo americano planeja financiar organizações que se opõem ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Trump elogiou o Brasil e o povo brasileiro durante entrevista na Casa Branca, mas não declarou apoio a nenhum candidato específico. Porém, a fala acontece a apenas três dias do primeiro turno das eleições presidenciais e em meio a receios do governo brasileiro sobre possível interferência americana no processo eleitoral.

Pressão econômica e diplomática
Desde que retornou à Casa Branca, Trump travou uma guerra tarifária contra o Brasil, impondo sobretaxas de 50%, 25% e 12,5% sobre importações brasileiras. Em julho de 2025, durante negociações após o primeiro tarifaço, o governo americano exigiu que o Brasil permitisse a participação de “dissidentes políticos” nas eleições de 2026.
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elevou a possibilidade de interferência externa dos EUA nas eleições a um “nível de criticidade”, conforme relatório sobre ameaças ao processo eleitoral.
Financiamento a grupos anti-STF
Reportagem do jornal britânico The Guardian revelou que o governo Trump planeja destinar US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,2 milhões) em dinheiro público a grupos contrários ao STF, sob a acusação de que a corte extrapola suas atribuições judiciais e impõe censura no Brasil.
A escalada de pressão também avançou pelo campo diplomático. Em julho, o Brasil negou vistos a dois altos funcionários do Departamento de Estado que pretendiam viajar a Brasília para questionar a integridade do sistema eleitoral. Os EUA responderam revogando o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
Impacto para São Paulo e a Zona Noroeste
A interferência externa nas eleições brasileiras pode afetar diretamente políticas econômicas que impactam trabalhadores de São Paulo e da Zona Noroeste (Perus, Anhanguera, Jaraguá). As tarifas impostas por Trump encarecem produtos importados, afetando o custo de vida. Além disso, a pressão sobre o STF pode influenciar decisões sobre direitos trabalhistas, seguridade social e políticas de mobilidade urbana, como investimentos na Linha 7-Rubi e nas rodovias Anhanguera e Bandeirantes.
A eleição de um presidente alinhado com Trump poderia significar maior abertura a políticas de desregulamentação econômica e redução de direitos sociais, afetando especialmente a população de baixa renda da região.
Destaques do Conhecimento
- Trump afirma acompanhar eleições brasileiras “de perto” e as classifica como “muito importantes”
- Governo americano planeja destinar US$ 1 milhão para financiar grupos contrários ao STF
- Abin elevou interferência externa dos EUA a “nível de criticidade” nas eleições
- Trump impôs tarifas de 50%, 25% e 12,5% sobre importações brasileiras desde 2025
- Pressão diplomática inclui negação de vistos e revogação de credenciais de embaixadora
- Possível interferência pode afetar políticas econômicas e sociais em São Paulo
Fonte original: Folha de S.Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online



































