Lula mobilizou sete ministros nesta sexta (3) para inaugurar obras em 12 cidades, sendo cinco delas em São Paulo. A ação ocorre no limite do prazo eleitoral e busca fortalecer a campanha do presidente no estado com maior eleitorado do país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou uma operação coordenada de entregas simultâneas de obras e equipamentos em diferentes municípios brasileiros. A estratégia envolveu ministros como Geraldo Alckmin (Vice-Presidente), Alexandre Padilha (Saúde), Guilherme Boulos (Secretaria Geral), Leonardo Barchini (Educação), Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Vladimir Lima (Cidades).
As cidades contempladas foram: Altos (PI), Barra de São Miguel (AL), Bauru (SP), Campinas (SP), Cotia (SP), Garanhuns (PE), Itabaiana (SE), Mauá (SP), Nova Iguaçu (RJ), Osasco (SP), Tefé (AM) e Vassouras (RJ).

Foco em São Paulo e Zona Noroeste
Cinco das 12 cidades beneficiadas ficam em São Paulo: Bauru, Campinas, Cotia, Mauá e Osasco. A concentração de investimentos no estado reflete a importância eleitoral de São Paulo, que possui o maior eleitorado do país. Para moradores da Zona Noroeste (Perus, Anhanguera, Jaraguá), a proximidade com Osasco e Cotia torna essas obras relevantes, especialmente as relacionadas a educação e saúde.
Em Bauru, o vice-presidente Geraldo Alckmin participou da inauguração de novo prédio do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Em Campinas, o ministro Alexandre Padilha entregou equipamentos de saúde. Cotia e Osasco receberam novos campi do IFSP, enquanto Mauá ganhou infraestrutura educacional com participação de deputados aliados.
Estratégia Eleitoral e Limite de Prazo
A partir de sábado (4), as regras eleitorais impedem o presidente de participar de atos de inauguração. Essa restrição busca limitar o uso da máquina pública em campanhas políticas. Lula ironizou a norma na quinta-feira, chamando-a de “papagaiada”, mas cumpriu o prazo com uma operação de grande escala.
“A gente está fazendo isso porque a partir de hoje a gente não pode inaugurar mais nada”, afirmou o presidente durante a cerimônia. Ele também mencionou que outras entregas ocorreriam até o fim do dia, fora do ato principal.
Promoção de Aliados Políticos
Os eventos funcionaram como comício eleitoral em diversos momentos, com o público gritando “Olê olê olá/ Lula Lula”. Deputados e senadores aliados tiveram espaço para discursar, reforçando suas candidaturas. Entre eles, Marina Silva (Rede-SP), Arlindo Chinaglia (PT-SP), Arthur Lira (PP-AL) e Humberto Costa (PT-PE).
Em Garanhuns (PE), terra natal de Lula, foi inaugurado o Hospital do Amor Dona Lindu, homenageando a mãe do presidente. O ex-prefeito de Recife e pré-candidato a governador João Campos (PSB) também participou da solenidade.
Impacto para Trabalhadores da Região
As obras entregues abrangem educação, saúde e habitação. Para quem vive em São Paulo e na Zona Noroeste, a expansão de campi do IFSP em Cotia e Osasco representa oportunidades de qualificação profissional mais próximas. Os investimentos em saúde também beneficiam a população local, reduzindo deslocamentos para centros maiores.
A estratégia de Lula é usar essas entregas como comparação com o governo anterior, acusando Jair Bolsonaro de ter abandonado obras federais. O presidente busca consolidar apoio em São Paulo antes do segundo turno eleitoral, onde o estado será decisivo.
Destaques do Conhecimento
- Lula realizou inaugurações simultâneas em 12 cidades antes do prazo eleitoral limite
- Cinco das 12 cidades beneficiadas ficam em São Paulo, estado com maior eleitorado do país
- Obras abrangem educação (campi do IFSP), saúde (equipamentos e hospital) e habitação (200 a 900 unidades)
- A partir de sábado (4), regras eleitorais impedem o presidente de participar de atos de inauguração
- Deputados e senadores aliados tiveram espaço para discursar, reforçando suas candidaturas
Fonte original: Folha de S.Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online


































