Debate acirrado entre Tarcísio e Haddad coloca saúde e gestão federal no centro da disputa pelo governo de São Paulo. Governador atribui atrasos na Linha 6-Laranja à Lava Jato, enquanto petista cobra cortes de recursos na pandemia.
O confronto entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) no debate da TV Globo desta terça-feira (29) extrapolou os limites estaduais. Os dois candidatos ao Governo de São Paulo transformaram o embate em arena de disputa nacional, puxando para o palco questões sobre a Operação Lava Jato, a gestão de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) na saúde pública.

O embate começou quando Tarcísio questionou as propostas de Haddad para a saúde na Baixada Santista. O petista respondeu que o governo federal aumentou o orçamento da área neste ano, enquanto a gestão Bolsonaro—na qual Tarcísio foi ministro da Infraestrutura—cortou recursos. Haddad também resgatou a gestão da pandemia de covid-19, questionando o adversário: “Você tem ideia do que foi o caos herdado pelo nosso governo? Com a gestão da pandemia que vocês fizeram lá em Brasília?”
Tarcísio retrucou afirmando que o governo Lula deixa de repassar recursos e está “participando cada vez menos” do financiamento da saúde em todas as cidades de São Paulo. O governador defendeu Bolsonaro, citando que o ex-presidente mandou mais de R$ 20 bilhões para o estado para suspender o serviço da dívida, chamando isso de “ajuda muito mais significativa”.
Um dos momentos mais tensos ocorreu quando Tarcísio nacionalizou o debate ao associar os atrasos na Linha 6-Laranja do metrô à Lava Jato. O governador afirmou que a construção de uma estação na Brasilândia parou por causa da operação, e disparou: “Sabe por que essa obra parou? Por causa da Lava Jato. E sabe por que a Lava Jato aconteceu? Por causa do PT. Por causa de vocês. Aí a gente chegou aqui pra resolver o problema”.
Para os paulistanos e moradores da Zona Noroeste, como Perus, a questão da Linha 6-Laranja é especialmente relevante. A obra, que deveria conectar a região à rede de metrô, segue enfrentando atrasos que afetam diretamente a mobilidade urbana e o acesso a serviços na capital. A menção ao metrô no debate reforça que a infraestrutura de transporte continua sendo um ponto crítico na campanha.
Haddad aproveitou para levantar bandeiras eleitorais do presidente Lula, como o aumento do salário mínimo e a isenção do imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil reais mensais. Tarcísio, por sua vez, questionou o adversário sobre pedidos de recuperação judicial e extrajudicial durante a gestão federal, citando crises enfrentadas por Casas Bahia, Tok&Stok e Habib's.
Este foi o último encontro entre os candidatos antes das eleições. Segundo pesquisa Quaest divulgada no mesmo dia, Tarcísio lidera a disputa com 44% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Haddad tem 24%.
Destaques do Conhecimento
- Tarcísio e Haddad nacionalizaram o debate ao mencionarem Lava Jato e gestões de Lula e Bolsonaro na saúde
- Governador atribui atrasos da Linha 6-Laranja à Operação Lava Jato; obra afeta mobilidade na Zona Noroeste
- Haddad cobra cortes de recursos na pandemia; Tarcísio defende Bolsonaro e cita repasses de R$ 20 bilhões
- Tarcísio lidera com 44% das intenções de voto; Haddad tem 24%, segundo Quaest
Fonte original: UOL | Adaptação: Equipe Perus Online


































