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sábado 7 março 2026 | 10:53

Servidores são afastados e usam tornozeleira por vazamento de dados da Receita


Três funcionários da Receita Federal e um do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) estão usando tornozeleira eletrônica e foram afastados do trabalho por suspeita de vazamento de informações privadas de autoridades do país. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes adotou as medidas com base em um relatório produzido pela corregedoria da Receita Federal. Segundo informações obtidas pelo ICL Notícias, duas dessas quatro pessoas não são consideradas suspeitas pela corregedoria.
O relatório foi produzido a partir de um pedido de varredura do ministro Moraes. Ele manteve sob sigilo a motivação, mas pediu uma checagem dos nomes dos funcionários que acessaram cerca de 100 CPFs, incluindo os dos ministros do STF, parentes deles, do procurador-geral da República, entre outros.
Apesar do sigilo sobre o motivo do pedido, o STF divulgou os nomes dos quatro servidores tratados como suspeitos. Porém, fontes que tiveram acesso ao relatório da corregedoria disseram ao ICL que apenas dois dos quatro servidores foram considerados suspeitos de alguma atividade ilícita porque, além de acessar repetidas vezes dados de autoridades, teriam impresso o conteúdo.
Dessa forma, o auditor Ricardo Marsano de Moraes e a servidora Ruth Machado, teriam sido penalizados mesmo sem serem apontados como suspeitos no relatório. Os três servidores da Receita trabalham em áreas diferentes, com diretores diferentes. O quarto nome é de um funcionário do Serpro.
Para Dão Real, presidente do Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), a presunção de inocência dos servidores não foi respeitada. “Houve a divulgação dos nomes com estrago na carreira. Mas o motivo do pedido de investigação foi mantido em sigilo. Ou se divulga tudo ou não se divulga nada”, afirmou.
O sindicato está prestando apoio jurídico aos servidores e espera que a corregedoria leve a investigação até o fim. Mas Dão destaca que as informações sobre contas e contratos de autoridades, vazadas para jornalistas, podem ter sido divulgadas por pessoas com relações pessoais ou profissionais com as vítimas, por interesse econômico ou político.