Investigação aponta que grupo de rope jump operava sem formalização empresarial e sem equipamentos de segurança adequados. Caso de Maria Eduarda, jovem de 21 anos morta na Ponte do Esqueleto, revela amadorismo e falta de regulamentação em atividade de risco crescente no estado de São Paulo.
A Polícia Civil de São Paulo intensifica apuração sobre os responsáveis pelo salto que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, na Ponte do Esqueleto, em Limeira. Investigadores apontam que os organizadores atuavam sem empresa formalizada, sem CNPJ e sem autorização para realizar a atividade no local.
A delegada Andréa Dantas Levy, responsável pelo caso, destacou em depoimento o amadorismo e a falta de estrutura do grupo. “Não é uma empresa. Não há uma regulamentação. Eles não tinham autorização para estar lá”, afirmou a autoridade. Durante os interrogatórios, nenhum dos investigados contestou a informação sobre a ausência de formalização.

Origem do grupo e cobrança de valores
Segundo depoimentos, o grupo surgiu de forma informal entre praticantes de rope jump que se conheceram durante a prática do esporte em diferentes locais do país e na produção de conteúdo para redes sociais. Não havia estrutura empresarial formalmente constituída. Os organizadores cobravam R$ 180 por participante na atividade. O perfil do grupo no Instagram, que contava com quase 80 mil seguidores, foi removido após o acidente.
Circunstâncias da morte e falha de segurança
Maria Eduarda caiu de aproximadamente 40 metros de altura após ser arremessada sem a corda de segurança. Testemunhas relataram que funcionários responsáveis esqueceram de conectar o equipamento antes do salto. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento em que a jovem é lançada da plataforma, e segundos depois, pessoas presentes começam a gritar alertando para a ausência da corda.
Uma enfermeira que estava no local tentou reanimar a vítima antes da chegada do socorro. Dois homens que se apresentavam como funcionários da empresa entregaram documentos pessoais, mas fugiram para uma área de vegetação quando um policial se afastou para prestar apoio ao resgate.
Investigação e prisões
Três homens foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor De Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra. A Justiça de São Paulo converteu a prisão em flagrante em preventiva (por tempo indeterminado). Dois dos presos estavam sobre a ponte quando a polícia chegou e haviam trocado de roupa sem explicar o motivo.
Outros três envolvidos continuam em investigação. A autoridade policial segue realizando oitivas de testemunhas e diligências para localizar a câmera corporal da vítima e esclarecer todas as circunstâncias dos fatos.
Empresas envolvidas
Os funcionários que aparecem nos vídeos usam camisetas identificadas com os nomes “Entre Cordas” e “Ih Voei”. O UOL tentou contato com as duas empresas, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem original.
Destaques do Conhecimento
- Polícia Civil apura operação informal de rope jump sem CNPJ, autorização ou estrutura empresarial formalizada
- Grupo cobrava R$ 180 por participante e tinha quase 80 mil seguidores no Instagram antes de remover o perfil
- Três homens presos em flagrante por homicídio com dolo eventual; Justiça converteu prisão em preventiva
- Vítima caiu de 40 metros após funcionários esquecerem de conectar corda de segurança
- Investigação continua com oitivas de testemunhas e busca por câmera corporal da vítima
Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online

































