Acordo entre EUA e Irã pode impactar preço do combustível em São Paulo. Petróleo despenca após anúncio de reabertura do Estreito de Hormuz, rota estratégica bloqueada desde fevereiro.
Um dia após o anúncio de paz entre Washington e Teerã, os dois países emitiram mensagens conflitantes sobre a reabertura do Estreito de Hormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte mundial de petróleo. O presidente americano Donald Trump afirmou que navios já circulam pela via, enquanto o Irã promete cobrar taxas de serviços marítimos.

A reabertura do estreito é crucial para o bolso do paulista. O fechamento da rota desde 28 de fevereiro fez o barril do petróleo saltar de US$ 72 para US$ 126 em abril. Com o acordo, os preços caíram 4% no mercado internacional, sinalizando alívio para os combustíveis nas bombas de São Paulo e região.
O vice-presidente americano J.D. Vance afirmou que espera a reabertura sem cobrança de pedágio. Já o Irã diz que cobrará taxas por serviços de navegação, proteção ambiental e seguro de navios. A assinatura formal do acordo está marcada para sexta-feira (19) na Suíça.
A França e Reino Unido se ofereceram para liderar uma missão militar de escolta no estreito. O presidente francês Emmanuel Macron alertou que qualquer cobrança de pedágio não é aceitável segundo o direito internacional.
Destaques do Conhecimento
- Petróleo Brent caiu 4% e WTI 4,6% após anúncio do acordo
- Rota estava bloqueada desde 28 de fevereiro, elevando preços dos combustíveis
- Assinatura formal marcada para sexta-feira (19) na Suíça
- Irã promete cobrar taxas; EUA espera reabertura sem pedágio
Fonte original: Folha de S.Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online
































