Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, criticou a gestão de contratos de concessão do governador Tarcísio de Freitas, afirmando que praticamente todos os contratos ferroviários assinados por Tarcísio no Ministério dos Transportes precisaram ser refeitos.
O petista voltou a questionar a privatização da Sabesp, realizada durante a gestão Tarcísio, quando a Equatorial Participações adquiriu 15% das ações da empresa por R$ 6,9 bilhões em 2024. Haddad destacou que os contratos de concessão ferroviária do governador, quando ministro da Infraestrutura no governo Bolsonaro (2019-2022), foram revistos pelo ministro atual, Renan Filho, com acompanhamento do Tribunal de Contas da União.

O pré-candidato também apontou problemas operacionais recentes da Sabesp, incluindo o vazamento de gás ocorrido durante obra da empresa no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, no mês passado. Segundo Haddad, a privatização foi mal estruturada desde o edital, com desistência de participantes até restar apenas a Equatorial como concorrente.
“Tudo mal explicado em relação à própria privatização, a maneira como eles construíram o edital, a desistência dos participantes até chegar num único participante, que é Equatorial, que vem se comportando muito mal frente ao consumidor do serviço público”, afirmou o petista.
Haddad sinalizou que, em eventual vitória eleitoral, pretende avaliar o contrato assinado pela gestão Tarcísio e verificar as cláusulas de proteção aos consumidores antes de uma possível reestatização da Sabesp.
O ex-ministro também informou que a definição do vice em sua pré-candidatura ao governo estadual permanece indefinida, dependendo de conversas entre o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e lideranças do PSB, incluindo Simone Tebet e Márcio França.
Destaques do Conhecimento
- Haddad critica contratos de concessão ferroviária assinados por Tarcísio quando ministro da Infraestrutura, afirmando que praticamente todos precisaram ser refeitos
- A privatização da Sabesp pela Equatorial Participações, que adquiriu 15% das ações por R$ 6,9 bilhões, é questionada pelo pré-candidato do PT
- Problemas operacionais recentes da Sabesp, como vazamento de gás no Jaguaré, reforçam críticas à gestão da empresa privatizada
- Haddad promete avaliar cláusulas de proteção ao consumidor no contrato da Sabesp em caso de vitória eleitoral
Fonte original: Metrópoles São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online
































