Morte em atividade de rope jumping em Limeira expõe falhas críticas de segurança em esportes radicais. Seis pessoas foram presas pela negligência que resultou na morte de Maria Eduarda, de 21 anos, lançada de 40 metros sem corda de segurança.
A polícia militar de São Paulo prendeu seis indivíduos responsáveis pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, durante uma atividade de rope jumping realizada na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). A vítima foi arremessada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem que o equipamento de segurança estivesse devidamente fixado ao seu corpo. O incidente, registrado em vídeo que circulou amplamente nas redes sociais, gerou comoção e questionamentos sobre a regulamentação de esportes radicais no estado.
Os instrutores envolvidos atuavam pelas empresas “Entre Cordas” e “Ih Voei”, ambas com registros de múltiplos saltos em suas redes sociais, inclusive com participação de menores de idade. Conforme informações disponíveis, o custo de um salto chegava a R$ 130 em dezembro de 2025. Até o momento da publicação, as duas empresas não responderam aos contatos da imprensa.
Responsabilidade e Omissão Administrativa
A prefeitura de Limeira divulgou comunicado oficial afirmando que a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal. A administração municipal anunciou que acionará a União por omissão, alegando que desde o início de 2025 vinha encaminhando ofícios solicitando medidas de segurança aos órgãos federais competentes.
O prefeito Murilo Félix (Podemos) ressaltou que a área “apresenta riscos conhecidos há anos”. A estrutura, desativada há mais de três décadas, já foi cenário de outros acidentes graves: uma ciclista morreu ao cair da ponte em abril de 2024, e em agosto de 2025, duas mulheres sofreram ferimentos graves em novo incidente no local.
Impacto para Paulistas e Zona Noroeste
Este caso reforça a necessidade de regulamentação rigorosa de atividades de aventura em todo o estado de São Paulo. Moradores da Zona Noroeste (Perus, Jaraguá, Anhanguera) e demais regiões que utilizam espaços públicos para lazer devem estar atentos aos riscos de atividades similares. A falta de fiscalização adequada coloca em risco não apenas praticantes de esportes radicais, mas também frequentadores ocasionais de pontos turísticos e estruturas públicas.
Destaques do Conhecimento
- Seis pessoas foram presas pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, durante rope jumping em Limeira
- A vítima foi lançada de 40 metros sem corda de segurança devidamente fixada ao corpo
- Prefeitura de Limeira acionará a União por omissão na fiscalização da Ponte do Esqueleto
- A ponte já foi cenário de pelo menos dois outros acidentes graves nos últimos dois anos
- Estrutura está desativada há mais de 30 anos, mas continua sendo utilizada para atividades de aventura
Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online

































