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Renda dos Paulistas Bate Recorde, Mas Desigualdade Cresce em SP

Renda dos Paulistas Bate Recorde, Mas Desigualdade Cresce em SP

Resumo: Rendimento médio do brasileiro atingiu R$ 3.367 em 2025, o maior da história. Porém, a desigualdade voltou a crescer, especialmente no Sudeste, onde São Paulo concentra a maior disparidade de renda do país.

O rendimento médio de todas as fontes de renda da população brasileira subiu 5,4% em 2025, passando de R$ 3.195 para R$ 3.367 – o maior valor já registrado. Apesar do recorde, as desigualdades voltaram a crescer, especialmente na região Sudeste.

143 milhões de brasileiros tinham algum tipo de renda em 2025, equivalente a 67,2% da população. Entre eles, os ganhos médios aumentaram significativamente, superando todos os registros anteriores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) desde 2012.

A população com rendimento do trabalho aumentou para 47,8%, com renda média de R$ 3.560. Outras fontes de renda (aposentadoria, pensão, aluguel) correspondem a 27,1% da população. Os programas sociais representam 9,1% das rendas, com benefício médio de R$ 870.

O Índice de Gini (medida de desigualdade) subiu de 0,487 para 0,491. Na região Sudeste, onde está São Paulo, o índice avançou de 0,476 para 0,482. Os 10% mais ricos ganham, em média, 13,8 vezes mais que os 40% mais pobres.

A região Sul permanece como a menos desigual (0,445), enquanto o Nordeste segue como a mais desigual (0,507). O Centro-Oeste também registrou aumento da desigualdade, passando de 0,464 para 0,485.

Segundo o IBGE, o crescimento da renda é motivado pela elevação do nível de ocupação (desemprego em mínimos históricos), reajustes reais do salário mínimo e expansão dos programas sociais. Porém, nota-se arrefecimento na taxa de expansão para os 40% mais pobres.

Destaques da Matéria

  • Renda média atinge R$ 3.367, maior valor da história
  • Desigualdade cresce: Índice de Gini sobe de 0,487 para 0,491
  • Sudeste registra aumento de desigualdade (0,476 para 0,482)
  • 10% mais ricos ganham 13,8 vezes mais que 40% mais pobres
  • Desemprego em mínimos históricos impulsiona crescimento de renda

Conteúdo original: UOL Economia | Adaptação: Perus Online