A remuneração média dos brasileiros alcançou seu maior patamar histórico em 2025, chegando a R$ 3.367 mensais, conforme revelado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. Comparado ao ano anterior, quando a média ficou em R$ 3.195, o crescimento real foi de 5,4%, consolidando uma trajetória de recuperação econômica que se intensificou desde 2022.
Os números provêm da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua e indicam que uma parcela crescente da população brasileira passou a contar com alguma fonte de rendimento. No período analisado, 67,2% dos residentes no país — aproximadamente 143 milhões de pessoas — receberam recursos oriundos de atividades laborais, aposentadorias, iniciativas sociais governamentais ou outras fontes complementares.
A atividade laboral permanece como o principal motor da economia doméstica. A soma total dos salários pagos aos trabalhadores atingiu R$ 361,7 bilhões mensais em 2025, demonstrando a relevância do setor produtivo na sustentação da renda nacional.
Destaques do Conhecimento
- Rendimento médio do trabalho alcançou R$ 3.560, com aumento real de 5,7% em relação a 2024
- Quatro anos consecutivos de crescimento da massa de rendimento do trabalho acima de 6% ao ano
- Renda domiciliar per capita cresceu 6,9% em 2025, atingindo o maior valor da série histórica
- Região Sul lidera com rendimento per capita de R$ 2.734, enquanto Norte e Nordeste registram os menores índices
- Pessoas brancas recebem em média R$ 4.577, enquanto pretos ganham R$ 2.657 — diferença de R$ 1.900
- Escolaridade é o fator determinante: sem instrução, ganho médio é R$ 1.518; com ensino superior completo, R$ 6.947
Segundo Gustavo Geaquinto Fontes, analista do IBGE, esse movimento reflete um avanço contínuo da remuneração laboral nos últimos anos. “Observamos quatro anos consecutivos de crescimento da massa de rendimento do trabalho com taxas anuais superiores a 6%”, afirmou o especialista. O crescimento ganhou força principalmente a partir de 2022, atingindo seu pico de 11,6% em 2023.
A remuneração média mensal do trabalho chegou a R$ 3.560, registrando alta real de 5,7% em relação a 2024 e de 11,1% quando comparada a 2019, período anterior à pandemia de Covid-19.
Apesar do avanço geral, a pesquisa evidencia que o orçamento das famílias brasileiras depende de múltiplas fontes de renda. Os dados mostram que 47,8% da população recebe rendimentos do trabalho, enquanto 13,8% dependem de aposentadorias e pensões. Programas sociais federais, como Bolsa Família e BPC-LOAS, beneficiam 9,1% da população. Outras fontes — incluindo aluguel, pensão alimentícia, doações e mesadas — complementam a renda de parcelas significativas da população.
As disparidades regionais continuam marcantes na distribuição de renda. A Região Sul apresenta o maior rendimento domiciliar per capita do país, com R$ 2.734, embora tenha registrado a menor alta anual entre 2024 e 2025, de apenas 4,9%. O Centro-Oeste segue com rendimento de R$ 2.712, apresentando o maior crescimento regional no último ano, de 11,3%, impulsionado pelo desempenho do Distrito Federal.
O Sudeste registrou rendimento domiciliar per capita de R$ 2.669, acima da média nacional. Já as regiões Norte (R$ 1.558) e Nordeste (R$ 1.470) continuam com os menores níveis de renda do país, embora tenham acumulado as maiores altas desde 2019: 33,6% e 23,8%, respectivamente.
A composição da renda também varia entre as regiões. Em nível nacional, os rendimentos do trabalho responderam por cerca de três quartos da renda domiciliar per capita em 2025. No Centro-Oeste, essa participação chegou a 78,9%, enquanto no Nordeste ficou em 67,e4%, indicando maior peso de aposentadorias, programas sociais e outras fontes na composição do orçamento familiar.
Desigualdades persistem quando se analisa a renda por cor, raça e gênero. Pessoas brancas seguem recebendo, em média, valores bem acima dos registrados entre pretos e pardos. A distância entre brancos e pretos supera R$ 1.900 e permanece elevada ao longo de toda a série histórica, mesmo em períodos de crescimento econômico.
Homens receberam, em média, R$ 3.921 por mês em 2025, enquanto mulheres tiveram rendimento médio de R$ 3.085, evidenciando a persistência da desigualdade de gênero no mercado de trabalho.
O nível de instrução continua sendo o fator que mais influencia a renda do trabalho. Trabalhadores sem instrução receberam, em média, R$ 1.518 em 2025, enquanto pessoas com ensino superior completo alcançaram R$ 6.947 — mais de quatro vezes maior, demonstrando a importância da educação para a mobilidade econômica.
Fonte: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) | Adaptação e reescrita: Perus Online | Publicado em 08/05/2026
Alt Text da Imagem: Gráfico mostrando a evolução da renda média mensal dos brasileiros em 2025, com destaque para o crescimento de 5,4% em relação a 2024, atingindo R$ 3.367








































