Uma magistrada de 34 anos faleceu após complicações durante um procedimento de coleta de óvulos para fertilização assistida em estabelecimento de reprodução humana localizado em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo. O caso reacendeu discussões sobre segurança em clínicas de reprodução assistida, irregularidades sanitárias e a necessidade de fiscalização mais rigorosa em procedimentos médicos delicados. A morte ocorreu dois dias após o procedimento, gerando investigação policial e ação da Vigilância Sanitária estadual.
Mariana Francisco Ferreira, que atuava como juíza na Comarca de Sapiranga no Rio Grande do Sul, realizou o procedimento na segunda-feira pela manhã. Após retornar para casa, começou a apresentar sintomas graves, incluindo dores intensas e sensação de frio. Quando retornou à clínica, a equipe médica identificou hemorragia vaginal significativa. O médico responsável realizou uma sutura inicial, mas a paciente foi encaminhada para a Maternidade Mogi Mater, onde foi internada na Unidade de Terapia Intensiva. Apesar de cirurgia realizada no dia seguinte, a magistrada sofreu duas paradas cardiorrespiratórias na madrugada de quarta-feira, vindo a óbito às 6h03.
A investigação policial registrou o caso como morte suspeita e morte acidental, com a Polícia Civil requisitando exames ao Instituto de Criminalística e Instituto Médico-Legal para apurar as circunstâncias do falecimento. O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo realizou fiscalização na clínica e identificou irregularidades críticas em insumos utilizados nos procedimentos, especialmente em lotes de agulhas de aspiração que apresentavam falta de rastreabilidade e ausência de informações sobre fabricante, importador e registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Destaques do Conhecimento
- A clínica Invitro Reprodução Assistida foi autuada pela terceira vez em menos de dois anos, com autuações anteriores registradas em dezembro de 2023 e dezembro de 2024
- Vigilância Sanitária lavrou auto de infração e determinou interdição cautelar dos produtos com irregularidades identificadas
- Hemorragia vaginal causada por possível ruptura de artéria no colo do útero foi a causa imediata da morte, conforme relato da família
- Mariana Francisco Ferreira havia realizado o procedimento de congelamento de óvulos com objetivo de preservar fertilidade para maternidade futura
- Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decretou luto oficial de três dias em homenagem à magistrada
Fonte original: Metrópoles e G1 | Adaptação: Perus Online
Caption: Juíza Mariana Francisco Ferreira, 34 anos, que faleceu após complicações em procedimento de coleta de óvulos em clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, São Paulo







































