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Prefeitura de SP quer conceder Kartódromo Ayrton Senna à iniciativa privada por 15 anos

Prefeitura de São Paulo quer transferir a gestão do Kartódromo Ayrton Senna à iniciativa privada por 15 anos. A proposta, em consulta pública até 13 de julho, exige reforma completa da infraestrutura para atender padrões internacionais de competições de kart.

A gestão Ricardo Nunes (MDB) apresentou nesta quarta-feira (10) um projeto de concessão para modernizar o complexo esportivo localizado na Zona Sul, vizinho ao Autódromo de Interlagos. A empresa vencedora da licitação assumirá operação, manutenção e exploração econômica do kartódromo, com investimento obrigatório em requalificação das instalações.

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Vista aérea do Kartódromo Ayrton Senna, em Interlagos, na Zona Sul de São Paulo — Foto: Reprodução/SPTuris

O principal objetivo é obter a certificação Grade 1A da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), permitindo que o circuito receba competições internacionais de alto nível. Para isso, a concessionária deverá reasfaltar o traçado, ampliá-lo para no mínimo 8 metros de largura, expandir áreas de escape e modernizar sistemas de segurança.

A proposta autoriza a exploração de naming rights, ou seja, a venda do nome do kartódromo para patrocinadores privados, desde que a denominação oficial “Ayrton Senna” seja preservada. Nesse caso, 20% da receita será repassada ao município. O contrato também permite uso de espaços para publicidade, eventos corporativos e filmagens comerciais.

O valor mínimo de outorga inicial para participar da licitação é de R$ 2,6 milhões. Além disso, a concessionária pagará taxa mensal e até 10% da receita bruta semestral à prefeitura. O valor total estimado do contrato é de R$ 90 milhões, englobando investimentos, custos operacionais e outorgas.

Inaugurado em 1970 como parte do Complexo de Interlagos, o kartódromo consolidou-se como um dos principais centros de formação de pilotos do país. Em 1996, foi rebatizado em homenagem a Ayrton Senna, tricampeão da Fórmula 1 que conquistou sua primeira vitória no kart aos 13 anos naquele circuito.

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Participantes disputam posições em corrida no Kartódromo Ayrton Senna, em São Paulo — Foto: Daniel Maso/SPTuris

A receita anual estimada do kartódromo é de aproximadamente R$ 9,3 milhões, com a maior parte proveniente do aluguel de karts e equipamentos de segurança (R$ 5,8 milhões). A empresa também lucrará com venda de ingressos, inscrições em competições, locação de boxes para equipes profissionais e operação de estacionamento.

A exploração comercial será limitada por uma reserva de 100 dias anuais em que o poder público poderá utilizar a área para eventos estratégicos, como o GP de Fórmula 1 e os festivais The Town e Lollapalooza. O kartódromo continuará conectado ao Autódromo de Interlagos e prestará apoio operacional e logístico nesses grandes eventos.

As intervenções obrigatórias incluem instalação de novos sistemas de iluminação em LED, construção de nova arquibancada coberta, reforma em banheiros e implementação de espaços técnicos como sala de direção de prova, torre de cronometragem, cabine de locutor e sala de imprensa. Durante grandes eventos da FIA, a prefeitura cederá temporariamente uma área de 13 mil m² dentro do autódromo para instalação do paddock e estruturas temporárias.

A gestão municipal também prevê a realização de uma audiência pública virtual antes de publicar o edital de licitação. Essa é a segunda tentativa de concessão do kartódromo: em 2020, durante a gestão de Bruno Covas (PSDB), um processo similar foi interrompido após o Tribunal de Contas do Município (TCM) apontar problemas no projeto.

Destaques do Conhecimento

  • Prefeitura de SP quer conceder o Kartódromo Ayrton Senna à iniciativa privada por 15 anos com obrigação de reforma completa
  • Objetivo é obter certificação Grade 1A da FIA para receber competições internacionais de kart de alto nível
  • Valor mínimo de outorga inicial é R$ 2,6 milhões; contrato total estimado em R$ 90 milhões
  • Consulta pública segue aberta até 13 de julho; audiência pública virtual será realizada antes do edital
  • Receita anual estimada é de R$ 9,3 milhões, com aluguel de karts como principal fonte de arrecadação

Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online