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Operação da PF desmancha rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao PCC; empresário foragido

A Polícia Federal deflagrou a Operação Exchange para desarticular uma sofisticada rede internacional de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. A investigação começou após autoridades americanas apreenderem um celular com evidências de negociações ilícitas envolvendo haxixe, dinheiro em espécie e mensagens criptografadas.

A investigação teve origem em outubro de 2023, quando agentes da Homeland Security Investigations (HSI) apreenderam o celular de Ygor Fokin Saviolli durante uma fiscalização migratória no Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale, na Flórida. O aparelho continha vídeos, fotografias, mensagens criptografadas, comprovantes bancários e registros de negociações relacionadas ao tráfico internacional de drogas.

Entre os dados analisados, a PF encontrou negociações envolvendo haxixe, com áudios em que investigados afirmavam que o produto poderia ser comercializado no Rio de Janeiro por aproximadamente R$ 150 a grama. Também foram localizadas imagens de grandes quantias de dinheiro em espécie e comprovantes bancários que indicavam movimentações financeiras incompatíveis com as atividades formais dos investigados.

As autoridades americanas compartilharam o conteúdo do aparelho com a Polícia Federal por meio do acordo de cooperação jurídica internacional entre Brasil e Estados Unidos (MLAT). Esse material serviu como base para a deflagração da Operação Exchange, que visa desarticular a organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas.

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EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026

O principal investigado é o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, que foi incluído na lista de sanções dos Estados Unidos nesta semana por suspeita de lavar dinheiro para o PCC. Shimada segue foragido. Ao seu lado, Ygor Fokin Saviolli é apontado como um dos líderes da organização. Ygor foi preso no início deste ano nos Estados Unidos pelo FBI.

Segundo a investigação, Victor Shimada e Ygor Saviolli comandariam o núcleo financeiro da organização por meio das empresas Victory Trading Intermediação de Negócios e Hi Quality Importação Comércio e Distribuição. Essas empresas eram utilizadas para ocultar e movimentar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas.

Gabriel Innocente também está entre os investigados, sendo apontado pela PF como responsável por negociar haxixe, intermediar pagamentos e utilizar contas da empresa Hi Quality para receber recursos das transações ilícitas.

A Operação Exchange foi deflagrada na sexta-feira (3 de julho) com autorização da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo. A Justiça autorizou prisões temporárias, buscas e apreensões, bloqueio de até R$ 10,3 bilhões em bens e valores, além do sequestro de criptomoedas, veículos e patrimônio dos investigados. A operação envolve 13 pessoas físicas e 73 empresas.

Nesta sexta-feira, a Polícia Federal cumpriu sete mandados de prisão. Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, secretária de Victor Shimada e também alvo de sanções aplicadas pelo governo dos Estados Unidos.

Segundo a PF, o grupo utilizava dezenas de empresas para ocultar a origem do dinheiro ilícito e movimentar recursos entre Brasil e exterior, funcionando como uma sofisticada estrutura clandestina de câmbio e lavagem de capitais. A investigação aponta que o empresário foragido atuava como doleiro em ao menos sete países.

Em nota, o advogado de defesa de Shimada, Yuri Cruz, afirmou que nega veementemente qualquer envolvimento com organização criminosa ou com a prática de lavagem de dinheiro. A defesa de Ygor Fokin Saviolli não foi localizada até a última atualização da reportagem original.

Destaques do Conhecimento

  • Investigação iniciada após apreensão de celular em aeroporto da Flórida com evidências de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
  • Operação Exchange envolve 13 pessoas físicas e 73 empresas, com bloqueio de até R$ 10,3 bilhões em bens
  • Empresário Victor Shimada está foragido e foi alvo de sanções dos EUA por suspeita de lavar dinheiro para o PCC
  • Grupo utilizava empresas de fachada e estrutura clandestina de câmbio para movimentar recursos ilícitos entre Brasil e exterior
  • Sete mandados de prisão foram cumpridos, incluindo a secretária de Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira

Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online