Lula convida grandes nomes do setor financeiro e empresarial para jantar no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira. A movimentação reflete preocupação com a economia e pode impactar diretamente o poder de compra do trabalhador paulista.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne nesta segunda-feira (31) os principais banqueiros e empresários do país em um jantar no Palácio da Alvorada. Entre os convidados estão André Esteves (BTG), Roberto Setúbal (Itaú), Luiz Trabuco (Bradesco), Joesley Batista (JBS) e José Seripieri Filho (Amil).
A estratégia busca recuperar a confiança do setor privado, que tem demonstrado preocupação com a condução da economia. Para o trabalhador de São Paulo e da Zona Noroeste, essa aproximação é crucial: críticas do mercado financeiro sobre gastos públicos e dívida podem resultar em juros mais altos, afetando crédito e poder de compra.
O movimento vem após empresários se reunirem com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na eleição. Aliados do presidente negam que seja uma resposta, mas a participação de empresários em encontros com o rival incomodou o petista.
A equipe de campanha busca deixar a relação com o PIB mais fluida e evitar que a percepção sobre a economia piore. Setores empresariais cobram sinalizações mais enfáticas de contenção da dívida pública, com preferência por agenda liberal defendida por candidatos de direita.
Edinho Silva, presidente do PT e coordenador da campanha de Lula, organiza o evento. A lista inclui empresários com relações amistosas com o presidente. Esteves é considerado interlocutor de Lula no mercado financeiro. Joesley intermediou encontro com Donald Trump. Seripieri é amigo do presidente e emprestou seu jato para viagem ao Egito em 2022.
Integrantes do entorno presidencial avaliam que Lula fará uma consulta sobre o que tem sido falado nos meios empresariais sobre economia e eleição, além de tentar melhorar credibilidade junto aos pesos pesados do PIB.
A organização foi centralizada em Edinho. Outros integrantes da campanha nem sabiam que o jantar seria realizado, causando mal-estar em círculos petistas. Ainda assim, diversos aliados defendem estreitar laços com o empresariado.
É possível que uma segunda reunião, com mais empresários, seja realizada em São Paulo nas próximas semanas, buscando reaproximar atores econômicos distantes do presidente.
A avaliação no entorno presidencial é que a fluidez da relação com o setor privado varia conforme o ramo da economia. Lulistas avaliam ter boa interlocução com a indústria, pelos programas de financiamento de investimentos e busca por inserir produtos brasileiros no mercado internacional, incluindo negociações para contornar tarifas dos EUA.
O presidente enfrenta críticas do setor de comércio ao pôr fim à taxa das blusinhas e ao escolher como bandeira de campanha o fim da escala 6×1. Lula busca conter críticas à sua política econômica. Cobranças para cortar gastos e reduzir dívida em relação ao PIB aumentam. Crises em empresas como Habib's e Casas Bahia têm sido exploradas por adversários para argumentar que a economia vai mal.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, foi escalado para conter descontentamento do mercado financeiro. Lula minimiza em declarações públicas a trajetória da dívida brasileira. “A mim não me preocupa a dívida pública. Herdei este governo, em janeiro de 2023, com déficit fiscal de 2,8%. Você sabe quanto que vai ser o Orçamento deste ano? Superávit primário de 0,1%”, disse em entrevista à TV Globo.
A dívida brasileira passou a marca de 80% do PIB no governo atual, um aumento próximo de 10 pontos percentuais ao longo do mandato.
Em 2022, Lula dedicou parte de sua pré-campanha a retomar contato com empresários. Aliados afirmam que, apesar das críticas do empresariado à economia, o clima para essas conversas não seria tão ruim quanto há quatro anos.
Destaques do Conhecimento
- Lula reúne principais banqueiros e empresários em jantar no Palácio da Alvorada para recuperar confiança do setor privado
- Movimento busca contrapor reuniões de empresários com Flávio Bolsonaro e melhorar relação com o PIB antes das eleições
- Críticas do mercado sobre gastos públicos e dívida podem impactar juros e poder de compra do trabalhador paulista
- Possível segunda reunião em São Paulo nas próximas semanas com maior número de empresários
- Dívida brasileira atingiu 80% do PIB, aumento de 10 pontos percentuais durante o mandato atual
Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Equipe Perus Online







































