A Justiça Eleitoral de São Paulo iniciou nesta quarta-feira (23) a preparação de mais de 114 mil urnas eletrônicas para as eleições de 4 de outubro. Na capital, são mais de 28 mil equipamentos que receberão as informações de todos os candidatos.

Com apenas 11 dias para o pleito, o Tribunal Regional Eleitoral começou a inserir dados dos candidatos, números, fotos e cargos nas máquinas de votação. O processo segue protocolos rigorosos de segurança, utilizando dispositivos eletrônicos desenvolvidos exclusivamente pela Justiça Eleitoral que não se comunicam com sistemas externos.

Toda a operação de geração de mídias, carga e lacração das urnas ocorre em cerimônia pública, permitindo acompanhamento de entidades fiscalizadoras e da sociedade civil. Após receberem as informações dos candidatos, as urnas são seladas com lacres especiais produzidos pela Casa da Moeda, que possuem proteção física e química e mudam de cor se violados.

Cada urna lacrada recebe a assinatura de um juiz eleitoral e permanece armazenada até o dia da votação. O sistema conta ainda com proteção eletrônica contra tentativas de invasão. “Há toda uma cadeia de segurança, desde o desenvolvimento dos aplicativos até o dia da votação. Se algum mecanismo não for validado, o procedimento é interrompido”, explica Erick Viana, chefe do cartório da 1ª Zona Eleitoral.

A urna eletrônica tem sido aliada da democracia brasileira há 30 anos. Desde sua implantação em 1996, nunca houve fraude comprovada nos votos registrados pela máquina. Isso contrasta com as eleições de 1994, quando ainda se votava em papel e a apuração era manual, resultando em fraudes identificadas no Rio de Janeiro que levaram à anulação de eleições para deputado federal e estadual.

Neste ano, o eleitor paulista poderá escolher entre mais de 2.600 candidatos. Entre os concorrentes, 67% são homens e 33% mulheres. Quanto à autodeclaração de cor/raça: 68% brancos, 19% pardos, 11,5% pretos, 1% amarelos e 0,5% indígenas.

O voto será dividido em seis etapas: deputado federal (4 dígitos), deputado estadual (5 dígitos), primeiro senador (3 dígitos), segundo senador (3 dígitos, obrigatoriamente diferente do primeiro), governador (2 dígitos) e presidente (2 dígitos).

Destaques do Conhecimento

  • Mais de 114 mil urnas eletrônicas serão preparadas em São Paulo, com 28 mil só na capital
  • Lacres especiais da Casa da Moeda possuem proteção física e química que muda de cor se violados
  • Nunca houve fraude comprovada em votos registrados pela urna eletrônica em 30 anos de uso
  • Eleitor paulista escolherá entre mais de 2.600 candidatos em seis votações diferentes

Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online

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