O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, tomou decisões controversas sobre conteúdo eleitoral nas redes sociais, removendo publicações que associam Flávio Bolsonaro ao Banco Master enquanto mantém vídeos que relacionam Lula à criminalidade. A ação levanta questões sobre imparcialidade nas eleições 2026 e o tratamento desigual de candidatos na campanha presidencial brasileira.

Na terça-feira (22 de setembro), o ministro determinou que o Instagram removesse em 24 horas um vídeo do perfil @lulapelaverdade que conectava o candidato do PL ao Banco Master e ao financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro. A publicação também mencionava Eduardo Bolsonaro e alegava esquema de lavagem de dinheiro. Nunes argumentou que associar um candidato a investigados sem comprovação concreta prejudicaria sua honra e imagem perante o eleitorado.

Porém, a decisão gerou controvérsia porque o próprio Flávio Bolsonaro confirmou a autenticidade de áudio revelado pelo Intercept em que pede dinheiro a Daniel Vorcaro para finalizar o filme. Apesar dessa confirmação, o ministro concedeu a liminar, proibindo republicações e versões modificadas do vídeo, além de determinar que a Meta forneça dados cadastrais para identificar o responsável pelo perfil.

No mesmo dia, Nunes Marques rejeitou pedido da coligação de Lula para remover vídeo publicado por Flávio que associa a vitória presidencial de 2022 a celebrações de pessoas presas. O candidato do PL afirmava que os bandidos comemoraram a vitória do seu candidato, relacionando imagens ao resultado eleitoral. A campanha petista argumentava que o material estava descontextualizado e buscava vincular o presidente à criminalidade, mas o ministro considerou os elementos insuficientes para demonstrar falsidade naquele momento.

A disparidade nas decisões reflete tensões crescentes no Tribunal Superior Eleitoral. Enquanto Kassio concedeu apenas 24 horas para remover conteúdo sobre Flávio, ofereceu dez dias para a Meta explicar anúncios irregulares aprovados por seus sistemas, incluindo imagens falsas de Trump ao lado de Bolsonaro e manipulações de IA sem identificação obrigatória. O prazo estendido chama atenção considerando que faltam menos de duas semanas para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

A organização britânica Eko submeteu 15 peças publicitárias irregulares aos sistemas de moderação do Facebook e Instagram, e 87% foram aprovadas pela plataforma. Entre os anúncios aprovados estava uma imagem gerada por inteligência artificial mostrando Donald Trump ao lado de Flávio com a mensagem vote em Flávio, além de uma foto falsa do próprio Nunes Marques informando mudança na data da eleição.

Destaques do Conhecimento

  • Kassio Nunes Marques determinou remoção de vídeo que associa Flávio Bolsonaro ao Banco Master em apenas 24 horas
  • O ministro rejeitou pedido para remover conteúdo de Flávio que vincula Lula à criminalidade, mantendo a publicação no ar
  • Meta recebeu dez dias para explicar aprovação de 13 anúncios irregulares, incluindo imagens falsas de IA
  • Decisões contraditórias levantam questões sobre imparcialidade do TSE nas eleições 2026
  • Prazo estendido para Meta contrasta com urgência na remoção de conteúdo sobre Flávio

Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Perus Online

Caption: Julgamento no TSE com Kassio Nunes Marques presidindo sessão sobre propaganda eleitoral e conteúdo nas redes sociais durante eleições 2026

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