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EUA intensifica bombardeios contra Irã e ameaça segurança do comércio global; impactos podem chegar ao bolso do paulista

Os Estados Unidos intensificou ataques contra instalações militares iranianas, bombardeando 90 alvos entre terça e quarta-feira. A escalada de tensão no Oriente Médio coloca em risco rotas comerciais globais e pode impactar o custo de vida em São Paulo e na região metropolitana.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou que os bombardeios atingiram sistemas de defesa aérea, depósitos de mísseis, drones e infraestrutura logística militar ao longo da costa iraniana. A operação busca reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais que navegam pelo Estreito de Hormuz, uma das rotas mais críticas do comércio internacional.

Washington justifica a ação como proteção aos marinheiros civis. Porém, a escalada militar representa um risco significativo para a economia global. O Estreito de Hormuz é responsável por aproximadamente 20% do petróleo comercializado mundialmente. Qualquer interrupção nessa rota pode elevar os preços do combustível e, consequentemente, impactar o custo de vida em São Paulo, afetando desde o transporte público até o preço dos alimentos.

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Navios e barcos ancorados no Estreito de Hormuz, em Musandam, Omã. A rota é vital para o comércio internacional e qualquer bloqueio afeta preços globais

Esta é a segunda onda de bombardeios em 24 horas. Na terça-feira, os EUA já haviam atacado 80 alvos militares iranianos e mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária. A ofensiva é resposta a ataques iranianos contra navios comerciais que navegavam pela região.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou encerrado o cessar-fogo temporário entre os dois países durante a cúpula da Otan em Ancara, na Turquia. “Para mim, acabou”, disse ele, antes de anunciar os novos ataques. Trump também classificou as lideranças iranianas como “escória” e afirmou ser o “número 1 na lista de alvos do Irã”.

O Irã prometeu uma “forte resposta”. Segundo o Nournews, afiliado ao principal órgão de segurança iraniano, o país planeja lançar um “ataque maciço” contra bases militares dos EUA na região. Explosões foram ouvidas em cidades portuárias como Jask, Bushehr, Bandar Abbas e Sirik, com relatos de cortes de energia elétrica em Bushehr.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, chamou Trump de “criminoso e assassino”, enquanto o chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, declarou que o país responde com “ações” e não com palavras.

Destaques do Conhecimento

  • EUA atacou 90 instalações militares iranianas em 24 horas, incluindo sistemas de defesa aérea e depósitos de mísseis
  • O Estreito de Hormuz, alvo da disputa, é responsável por 20% do petróleo comercializado mundialmente
  • Escalada militar pode impactar preços de combustível e custo de vida em São Paulo e região metropolitana
  • Irã promete “ataque maciço” em retaliação contra bases militares dos EUA
  • Trump declarou encerrado o cessar-fogo e classificou lideranças iranianas como “escória”

Fonte original: UOL | Adaptação: Equipe Perus Online