A uma semana da eleição presidencial, pesquisas mostram Lula na frente em 11 estados, mas Flávio Bolsonaro cresce no Sul e ameaça a hegemonia petista em São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil. Para o eleitor paulistano e da Zona Noroeste, o resultado pode definir políticas de segurança, emprego e transporte nos próximos anos.
Os institutos Datafolha e Quaest consolidaram um cenário eleitoral polarizado a sete dias do primeiro turno. Enquanto o presidente Lula (PT) mantém domínio absoluto no Nordeste com vantagens superiores a 30 pontos percentuais em estados como Piauí, Pernambuco, Maranhão e Bahia, o senador Flávio Bolsonaro (PL) construiu uma fortaleza no Sul e ameaça conquistar São Paulo, reduto historicamente disputado.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o cenário é crítico para Lula. Segundo o Datafolha, Flávio marca 38% contra 33% do presidente. A Quaest aponta números mais próximos (34% x 31%), mas ambas as pesquisas indicam vantagem bolsonarista. Para o eleitor de Perus e da Zona Noroeste, essa disputa tem reflexos diretos: políticas de segurança pública, investimento em transporte (Linha 7-Rubi, Anhanguera, Bandeirantes) e geração de emprego dependem da orientação do próximo governo.
No Rio de Janeiro e Minas Gerais, os dois outros maiores colégios eleitorais, há empate técnico. No Rio, Flávio aparece numericamente à frente (44% x 38% segundo Datafolha), enquanto em Minas, Lula lidera (39% x 37% no mesmo instituto). Essas oscilações indicam que o resultado pode ser decidido no segundo turno.
Flávio domina o Sul com folga. No Paraná, vence com 40% contra 26% de Lula. Em Santa Catarina, a vantagem é ainda maior: 50% a 23%. No Rio Grande do Sul, apesar do empate técnico, o bolsonarista lidera com 35% contra 31% do petista. A região representa um reduto seguro para o PL.
Na região Norte, o cenário é fragmentado. Lula lidera em Amapá e Pará, enquanto Flávio avança em Acre, Rondônia e Roraima. Amazonas e Tocantins registram empate técnico com vantagem numérica para o presidente. No Centro-Oeste, Flávio vence em Mato Grosso (50% x 25%), Mato Grosso do Sul (42% x 27%) e no Distrito Federal (41% x 34% segundo Datafolha). Goiás apresenta empate.
Nas pesquisas nacionais, os candidatos estão tecnicamente empatados. O Datafolha aponta Lula com 40% contra 36% de Flávio, enquanto a Quaest mostra 37% para o presidente e 33% para o senador. Ambos os levantamentos têm margem de erro de dois pontos percentuais, o que significa que qualquer movimento pode alterar o resultado.
Para o eleitor paulistano, especialmente na Zona Noroeste e em Perus, o resultado tem implicações concretas. Políticas de segurança pública, investimento em infraestrutura de transporte (como a expansão da Linha 7-Rubi e melhorias nas Rodovias Anhanguera e Bandeirantes) e programas de geração de emprego variam significativamente entre os candidatos. A eleição de 2026 pode redefinir as prioridades orçamentárias para a região.
Destaques do Conhecimento
- Lula lidera em 11 estados, principalmente no Nordeste, com vantagens superiores a 30 pontos percentuais em Piauí, Pernambuco, Maranhão e Bahia
- Flávio Bolsonaro aparece à frente em 8 estados e no Distrito Federal, dominando o Sul (Paraná, Santa Catarina) e ameaçando São Paulo
- Em São Paulo, maior colégio eleitoral, Flávio lidera com 38% (Datafolha) ou 34% (Quaest) contra 33% e 31% de Lula, respectivamente
- Nas pesquisas nacionais, candidatos estão tecnicamente empatados: Datafolha (Lula 40% x Flávio 36%) e Quaest (Lula 37% x Flávio 33%)
- Rio de Janeiro e Minas Gerais registram empate técnico, indicando possibilidade de segundo turno
Fonte original: UOL | Adaptação: Equipe Perus Online




































