Ateliê de vestidos de noiva em Pinheiros enfrenta colapso operacional. Dezenas de noivas que pagaram pelas peças não conseguem retirar os vestidos dias antes de seus casamentos. Polícia Civil investiga o caso como estelionato.
A My Vintage Dress, localizada em Pinheiros (Zona Oeste), virou sinônimo de angústia para centenas de noivas paulistanas. O ateliê, que se posiciona como referência em vestidos personalizados, enfrenta uma crise operacional que expõe falhas graves na gestão de produção e comunicação com clientes.
Mulheres que desembolsaram quantias significativas para adquirir seus vestidos de noiva relatam impossibilidade de contato com a empresa. Algumas tinham casamentos marcados para os próximos dias e se viram obrigadas a buscar alternativas de última hora. A situação escalou para mobilizações em frente ao estabelecimento, com familiares e noivas se reunindo para cobrar respostas.
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Cronologia da Crise
Segunda-feira (31 de agosto): Clientes compareceram ao ateliê para cobrar informações sobre os pedidos. A empresa relata que mais de 50 pessoas entraram no local sem autorização. Segundo a My Vintage Dress, alguns vestidos foram retirados do estabelecimento durante a confusão. A loja passou a receber ameaças nas redes sociais e suspendeu temporariamente seu perfil no Instagram.
Terça-feira (1º de setembro): Noivas e familiares voltaram ao endereço em busca de respostas. Algumas mulheres choraram diante do estabelecimento relatando falta de comunicação. A Polícia Militar foi acionada após invasão da loja. Uma das clientes, Iara, que tinha casamento marcado para o dia seguinte, afirmou ter enviado mensagens sem receber resposta e decidiu procurar outro vestido.
Quarta-feira (2 de setembro): A Polícia Civil formalizou investigação do caso como estelionato. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, os registros estão sendo processados pelo 14º Distrito Policial de Pinheiros ou pela Delegacia Eletrônica.
Justificativas da Empresa
A proprietária Camila Rossi atribui os problemas a um “volume excepcional de pedidos e desafios na produção”. A advogada da loja, Thaís Brito, argumenta que houve alterações na qualidade das peças, com objetivo de entregar vestidos de qualidade superior, o que teria comprometido o cronograma de atendimento.
A empresa afirma que fechou temporariamente a loja para novas vendas e concentrou esforços nos pedidos já contratados. Segundo a My Vintage Dress, o volume de mensagens recebidas estava acima da capacidade imediata de resposta.
Camila Rossi também alegou que o tumulto provocado pelas noivas em frente ao estabelecimento interrompeu a produção em momento crítico e assustou a equipe, com algumas funcionárias relutando em retornar ao trabalho.
Ação Regulatória
O Procon entrou no caso. O diretor-executivo Luis Orsatti Filho chamou a proprietária para prestar esclarecimentos e apresentar cronograma de entregas. Segundo o órgão, problemas operacionais da empresa não devem ser repassados aos consumidores. Orsatti alertou que consumidoras podem buscar indenização judicial e cobrar regressivamente da empresa custos com locação de vestidos alternativos.
Destaques do Conhecimento
- Dezenas de noivas relatam não recebimento de vestidos pagos, com casamentos marcados para dias próximos
- Polícia Civil investiga My Vintage Dress como estelionato; registros processados pelo 14º DP de Pinheiros
- Empresa alega volume excepcional de pedidos e problemas de produção; Procon exige cronograma de entregas
- Tumulto em frente ao ateliê resultou em invasão com mais de 50 pessoas; empresa suspendeu perfil no Instagram
- Consumidoras podem buscar indenização judicial e cobrar custos com vestidos alternativos
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online







































