A defesa do ator Marco Furlan contestou o indiciamento por estupro de vulnerável e apresentou uma versão completamente diferente dos fatos. Segundo a advogada, o artista estava com a namorada quando passou mal e confundiu o quarto no escuro.
O caso que chocou São Paulo ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (12). A defesa de Marco Furlan pediu à Justiça a revogação da prisão do ator, indiciado por estupro de vulnerável contra um menino autista de 5 anos em Pindamonhangaba, no interior paulista. A advogada Graciele Queiroz contestou a decisão e questionou as investigações que duraram apenas cinco dias.

Depois do indiciamento, Furlan foi transferido para a Penitenciária de Pinheiros, na capital paulista, onde teve o cabelo raspado e foi alojado em uma cela com outros quatro detentos. A situação repercutiu intensamente nas redes sociais, dividindo opiniões entre seguidores do ator e defensores da vítima.
A advogada rebateu a versão apresentada no boletim de ocorrência. Segundo ela, Furlan nunca afirmou ter confundido a criança com a namorada. “Na verdade, Furlan e a aniversariante estavam fazendo sexo quando ele passou mal e foi até o banheiro vomitar. Ao retornar do banheiro, ele confundiu o quarto e acordou com a mãe da criança empurrando-o da cama porque o quarto estava escuro”, sustentou Graciele.
A defesa também questionou o risco que o ator ofereceria. “Qual é o risco que o Marco oferece, sendo que ele mora a mais de 130 quilômetros da chácara?”, indagou a advogada, referindo-se ao local onde o ator foi preso pela Polícia Militar.

Graciele criticou a duração acelerada do inquérito. Segundo ela, havia cerca de 100 pessoas na festa e 22 pessoas dentro da casa, mas diversas não foram ouvidas. “Sem a realização de diligências que a defesa considera relevantes, como a coleta do lençol da cama, a oitiva de todos os presentes e de outros possíveis elementos materiais capazes de confirmar ou afastar a narrativa apresentada”, pontuou.
A advogada da família da criança, por sua vez, afirmou que o relatório final reuniu relatos convergentes da mãe, testemunhas e policiais. Destacou que a criança foi encontrada despida, chorando e com relatos de dor, fatores reconhecidos por testemunhas no local.
Destaques do Conhecimento
- Defesa de Marco Furlan pediu revogação da prisão e reabertura do inquérito
- Advogada rebate versão do boletim de ocorrência sobre confusão de quartos
- Investigação foi concluída em apenas 5 dias, segundo crítica da defesa
- Ator permanece preso na Penitenciária de Pinheiros, em São Paulo
- Caso divide opiniões nas redes sociais e repercute em todo o estado
Fonte original: Hugo Gloss | Adaptação: Equipe Perus Online































