Surto de sarampo em São Paulo exige dose de reforço para moradores da Capital, São Bernardo do Campo e Guarulhos. Autoridades de saúde intensificam campanha de vacinação para conter transmissão do vírus altamente contagioso.
São Paulo enfrenta um surto ativo de sarampo que já registrou 16 casos confirmados em 2026: 13 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Diante da situação, as autoridades de saúde estaduais recomendaram uma dose adicional da vacina tríplice viral para pessoas de 6 meses a 59 anos que residem ou circulam por esses três municípios.
A medida é temporária e visa interromper rapidamente a transmissão do vírus, considerado um dos mais contagiosos conhecidos. Segundo especialistas, a estratégia é essencial para ampliar a proteção coletiva, especialmente em regiões de alta densidade populacional como a Zona Noroeste de São Paulo, onde o fluxo de pessoas é intenso.

Quem deve se revacinar?
A recomendação abrange pessoas de 6 meses a 59 anos, 11 meses e 29 dias que moram ou circulam por São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos. A orientação é válida independentemente do número de doses recebidas anteriormente. Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mônica Levi, essa é uma medida de saúde pública utilizada internacionalmente durante surtos para ampliar a proteção coletiva.
Já tomei duas doses. Preciso me vacinar novamente?
Sim. A dose adicional não significa que as duas doses anteriores deixaram de funcionar. Trata-se de uma estratégia temporária para conter o surto, não uma revacinação por falha da vacina. Receber uma dose extra da tríplice viral não traz prejuízo para quem já estava vacinado.
Gestantes e imunossuprimidos
Gestantes não devem receber a vacina, pois ela é feita com vírus vivo atenuado e existe risco teórico de atravessar a placenta. Para pessoas imunossuprimidas, a vacinação depende do grau de imunossupressão, que deve ser avaliado pelo médico responsável. Nos casos de imunossupressão grave, a vacina é contraindicada.
Efeitos colaterais
Os eventos adversos costumam ser leves e pouco frequentes. Entre cinco e doze dias após a vacinação, cerca de 5% dos vacinados podem apresentar febre e pequenas manchas avermelhadas na pele (popularmente conhecido como “sarampinho”), que desaparecem sozinhas e não transmitem a doença. As complicações graves estão associadas ao sarampo em si, que pode causar pneumonia, encefalite e até óbito.
Outras dúvidas frequentes
Pessoas que não sabem se já foram vacinadas ou perderam a carteira de vacinação devem tomar a dose. Resfriados leves sem febre não impedem a vacinação, mas pessoas com febre ou doenças moderadas e graves devem aguardar a recuperação. A tríplice viral pode ser aplicada no mesmo dia que outras vacinas, com exceção de algumas vacinas de vírus vivo atenuado como febre amarela e varicela, que exigem intervalo de quatro semanas.
Quem teve diagnóstico confirmado de sarampo no passado não precisa receber a dose adicional. Na dúvida, a recomendação é se vacinar, pois não há prejuízo em receber a vacina mesmo após ter tido a doença.
Destaques do Conhecimento
- São Paulo registra 16 casos confirmados de sarampo em 2026, com 13 na capital
- Dose adicional da tríplice viral é recomendada para pessoas de 6 meses a 59 anos em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos
- Gestantes não devem receber a vacina por ser feita com vírus vivo atenuado
- Efeitos colaterais são leves: febre e manchas avermelhadas em cerca de 5% dos vacinados
- Sarampo é extremamente contagioso e pode causar pneumonia, encefalite e óbito
Fonte original: UOL Cotidiano/Saúde | Adaptação: Equipe Perus Online





























