Rajadas de vento superiores a 100 km/h atingiram São Paulo e Rio de Janeiro na tarde de 29 de julho, causando cinco mortes, apagões generalizados e interrupções no transporte público. Na Zona Noroeste, a Linha 7-Rubi da CPTM registrou atrasos significativos.
Uma frente fria avançando do Sul provocou um fenômeno meteorológico intenso que afetou diretamente a rotina de paulistanos. O contraste entre o ar quente que predominava na região (com temperaturas acima de 35°C no litoral) e a massa de ar frio que chegava gerou as condições perfeitas para as rajadas destrutivas.
Na Grande São Paulo, incluindo a região de Perus e Jaraguá, os ventos causaram quedas de árvores, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia. A Rodovia Anhanguera e a Bandeirantes registraram trechos com visibilidade reduzida e orientações para redução de velocidade.

Como o fenômeno se formou: Especialistas explicam que a “linha de rajada” se forma quando uma frente fria avança mais rapidamente que a tempestade em si. É como se uma onda de ar frio antecedesse a chuva, criando um impacto visual e destrutivo antes da precipitação chegar. No Vale do Paraíba e litoral paulista, onde as temperaturas estavam em 34-35°C, o choque térmico foi especialmente violento.
O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas de São Paulo confirmou que as rajadas foram sentidas em toda a Grande São Paulo, Vale do Paraíba e litoral. O Inmet emitiu alerta laranja para ventos costeiros até as 23h59 de 29 de julho.
Impacto no transporte e serviços: Além dos apagões, o transporte público sofreu alterações. Travessias foram fechadas, voos foram desviados ou cancelados, e o metrô registrou atrasos. Para quem depende da Linha 7-Rubi da CPTM na Zona Noroeste, o aconselhamento era evitar viagens desnecessárias durante o pico do fenômeno.
Previsão para os próximos dias: Conforme a massa de ar frio se estabeleça sobre o Sudeste, o contraste térmico diminui e, consequentemente, os ventos perdem intensidade. A partir de 30 de julho, as rajadas devem reduzir para no máximo 50 km/h. Em São Paulo, o interior continua com previsão de chuva e trovoadas, com possibilidade de precipitação chegando à capital entre o fim da tarde e a noite.
Destaques do Conhecimento
- Rajadas de vento superiores a 100 km/h foram causadas pelo contraste entre ar quente (35°C+) e frente fria avançando do Sul
- Cinco mortes confirmadas, apagões generalizados e fechamento de travessias em São Paulo e Rio de Janeiro
- A “linha de rajada” antecipa a chuva em questão de horas, criando impacto destrutivo antes da precipitação
- Transporte público afetado: Linha 7-Rubi da CPTM registrou atrasos na Zona Noroeste
- Previsão: ventos devem diminuir para 50 km/h a partir de 30 de julho com estabilização da massa de ar frio
Fonte original: UOL Cotidiano | Adaptação: Equipe Perus Online





































