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Violência Política em SC: Lula Solidariza com Candidata Agredida por PMs; Deputado Propõe Homenagem aos Policiais

Candidata do PT é agredida por policiais em Santa Catarina durante abordagem; presidente Lula liga para prestar solidariedade, enquanto deputado do PL propõe moção de aplauso aos agentes envolvidos.

O episódio de violência política em Jaraguá do Sul (SC) ganhou novos desdobramentos nesta semana. A advogada Fernanda Klitzke, candidata a suplente ao Senado pela chapa de Décio Lima (PT), recebeu uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para expressar solidariedade após ser agredida por policiais militares durante uma confraternização do partido no último sábado.

Na conversa, Lula perguntou o que havia acontecido, se Fernanda havia registrado queixa e prometeu abraçá-la quando estiver em Florianópolis no próximo sábado. O vídeo da ligação foi divulgado por Gelson Merisio (PSB), candidato ao governo na mesma coligação.

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Fernanda Klitzke foi atingida por disparos de bala de borracha e sofreu mata-leão durante a abordagem

Porém, a solidariedade presidencial contrasta com a reação de setores da oposição. Dois dias após a agressão, o deputado estadual Sargento Lima (PL) protocolou na Assembleia Legislativa de Santa Catarina uma moção de aplauso em homenagem aos policiais envolvidos na ocorrência. Lima concorre a deputado federal e justificou a ação como reconhecimento à “condução técnica” dos agentes.

A moção não menciona a candidata e trata a versão da corporação como fato consumado. O documento afirma que o Cabo PM Clovis Kaue Weber apresentou “condução técnica da ocorrência até a efetiva entrega dos envolvidos à Delegacia de Polícia”. Embora tenha sido protocolada, a moção não entrou na pauta de votação e a próxima sessão só deve ocorrer após as eleições.

O que aconteceu na festa do PT

Fernanda estava em uma confraternização de filiados do PT no bairro Água Verde quando policiais chegaram ao local. Segundo relatos de participantes, uma vizinha havia reclamado do som alto de um carro. Vídeos gravados por testemunhas mostram a candidata com as mãos levantadas, identificando-se como advogada, quando foi imobilizada por uma policial, atingida por disparos de bala de borracha e levou chutes no chão.

A PM registrou desacato, desobediência e resistência, afirmando que Fernanda tentou tomar a arma de um policial. Os participantes negam ter resistido ou agredido os agentes e denunciam motivação política na ação. Nenhum dos policiais que atenderam a ocorrência usava câmera corporal, segundo relatos.

Reação política e investigação

A bancada do PT na Assembleia Legislativa cobrou explicações do governador Jorginho Mello (PL) e tenta barrar a moção. Os deputados questionam se foi aberto inquérito policial militar, quem autorizou o uso de munição de impacto controlado e se as imagens foram preservadas.

O governador evitou responder diretamente se concordava com a conduta dos policiais, repetindo a versão da PM e acusando a esquerda de ter montado uma “armadilha” para a polícia. A PM informou que a Corregedoria-Geral vai apurar a conduta dos agentes envolvidos.

Destaques do Conhecimento

  • Presidente Lula ligou para candidata agredida para prestar solidariedade e prometeu abraçá-la em visita a Santa Catarina
  • Deputado do PL propôs moção de aplauso aos policiais envolvidos na abordagem, gerando polarização política
  • Vídeos mostram candidata com mãos levantadas sendo atingida por bala de borracha e levando chutes no chão
  • Nenhum policial usava câmera corporal no momento da abordagem, dificultando apuração dos fatos
  • Caso ocorre em contexto de eleições 2026 e acirra debate sobre violência política e abuso de autoridade

Fonte original: UOL | Adaptação: Equipe Perus Online