Operação do Ministério Público e Polícia Civil desarticulou esquema de lavagem de dinheiro do PCC que utilizava contas de influenciadora digital. Investigação de sete anos revelou movimentação de milhões através de transportadora de cargas sediada no interior paulista.
Autoridades paulistas cumpriram mandados de prisão preventiva nesta quinta-feira (21) contra a influenciadora digital Deolane Bezerra, presa em sua residência em Barueri, na Grande São Paulo. A ação integra a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil para desmantelar rede de lavagem de dinheiro vinculada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo investigadores, o esquema criminoso funcionava através de uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior do estado, controlada pela cúpula da facção. Recursos ilícitos eram repassados para contas bancárias em nome de Deolane e de Everton de Souza, operador financeiro da organização, dificultando o rastreamento da origem do dinheiro.
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A investigação, que começou em 2019 com a apreensão de bilhetes manuscritos em presídio, revelou que Deolane recebeu mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados entre 2018 e 2021, utilizando técnica conhecida como “smurfing” para burlar controles. Adicionalmente, quase 50 depósitos totalizando R$ 716 mil foram feitos a empresas da influenciadora por uma instituição de crédito com responsável que recebia apenas um salário mínimo mensal.
Além de Deolane, a operação mirou Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola), chefe do PCC já encarcerado, seu irmão Alejandro Camacho, e familiares. Também foi preso Everton de Souza, indicado como intermediador das transações.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens de Deolane, correspondente a valores sem comprovação de origem. Foram apreendidos ainda 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e R$ 357,5 milhões em bloqueios financeiros dos investigados.
Embora a operação tenha ocorrido em Barueri, a estrutura criminosa investigada movimentava recursos por toda a região metropolitana de São Paulo, incluindo eixos de circulação como a Rodovia Anhanguera e a Linha 7-Rubi da CPTM, que servem a Perus e adjacências. A desarticulação dessa rede de lavagem representa impacto direto na segurança pública da Zona Noroeste, historicamente afetada por atividades do crime organizado.
Destaques do Conhecimento
- Operação Vérnix desarticulou esquema de lavagem de dinheiro do PCC que movimentou R$ 27 milhões através de contas de influenciadora digital
- Investigação de sete anos revelou uso de transportadora de cargas em Presidente Venceslau como braço financeiro da facção criminosa
- Deolane Bezerra recebeu mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados entre 2018 e 2021 utilizando técnica de “smurfing”
- Foram bloqueados R$ 357,5 milhões em bens e apreendidos 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões
- Estrutura criminosa afeta segurança pública da Zona Noroeste através de eixos como Rodovia Anhanguera e Linha 7-Rubi da CPTM
Fonte original: G1 São Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online







































