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Operação da PF prende pastor e ex-presidente da Alerj em investigação sobre jogo do bicho no Rio

Polícia Federal deflagra operação contra rede de contravenção que envolve políticos e religiosos no Rio de Janeiro. Investigação aponta possível ramificação de esquema de lavagem de dinheiro que pode ter reflexos em São Paulo.

A Polícia Federal cumpriu mandados de prisão e busca nesta quinta-feira (2) contra uma rede investigada por lavagem de dinheiro ligada ao jogo do bicho no Rio de Janeiro. Entre os presos estão o pastor Márcio Poncio, conhecido como “pastor do cigarro”, e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar.

A operação, batizada de “Unha e Carne”, investiga suspeitas de que agentes públicos estaduais e municipais do Rio recebiam repasses diretos de recursos ilícitos. Segundo a Polícia Federal, documentos apreendidos indicam uma contabilidade paralela usada para ocultar movimentações financeiras e registros de supostos pagamentos indevidos a políticos.

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Rodrigo Bacellar foi ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

O pastor Poncio foi preso em um hotel na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Ele é investigado por possíveis ligações com a chamada “Máfia do Cigarro”, coordenada pelo contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, que já estava preso desde fevereiro.

Adilsinho é apontado como um dos principais chefes do jogo do bicho no estado e responsável pelo controle da fabricação e distribuição de cigarros ilegais na Região Metropolitana do Rio, com expansão das atividades para outros estados, incluindo São Paulo.

A investigação também alcançou Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, que recebeu mandado de busca e apreensão. Sua defesa nega qualquer participação em organização criminosa ou lavagem de dinheiro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou o bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões. Além dos três mandados de prisão, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio e de São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Em abril deste ano, o ministro Gilmar Mendes afirmou ter recebido informações segundo as quais “32 ou 34 parlamentares da Assembleia do Rio recebem mesada do jogo do bicho”, o que reforça a dimensão da investigação sobre a infiltração de recursos ilícitos nas estruturas políticas estaduais.

Destaques do Conhecimento

  • Operação “Unha e Carne” investiga lavagem de dinheiro ligada ao jogo do bicho no Rio de Janeiro com possível envolvimento de agentes públicos
  • Pastor Márcio Poncio, ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e contraventor Adilsinho são os principais alvos da ação
  • Documentos apreendidos indicam repasses diretos de recursos ilícitos a políticos e contabilidade paralela para ocultar movimentações financeiras
  • Investigação aponta expansão de atividades ilegais de cigarros para outros estados, incluindo São Paulo
  • STF ordenou bloqueio de até R$ 22 milhões em bens e valores dos investigados

Fonte original: Folha de S.Paulo | Adaptação: Equipe Perus Online