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Missão Artemis II revoluciona internet e medicina: a tecnologia que vai transformar São Paulo

A missão lunar Artemis II, encerrada em 10 de abril, traz dois legados revolucionários para a Terra: um sistema de comunicação por laser que promete internet ultrarrápida via satélite (até 260 Mbps) e avanços em medicina regenerativa através de experimentos com “órgão em chip” que podem acelerar tratamentos para câncer e outras doenças.

A missão Artemis II marca um ponto de inflexão na história das telecomunicações. O sistema O2O (Orion Artemis II Optical Communications System) utilizou laser em vez de radiofrequência para transmitir dados entre a espaçonave e a Terra, alcançando velocidades de até 260 Mbps. Para comparação, a comunicação tradicional via radiofrequência consegue enviar apenas 7 GB por dia (uma hora de filme 4K em streaming), enquanto o novo sistema transmitiu 36 GB de dados por hora durante a missão.

Este avanço tecnológico abre portas para a próxima geração de redes de telecomunicação, como 6G e 7G. A tecnologia laser pode ser implementada em hospitais para evitar interferência de radiofrequência em aparelhos médicos, em carros autônomos que se comunicarão entre si e com sinais de trânsito, e em satélites para agricultura de precisão, meteorologia e monitoramento ambiental. Além disso, a comunicação por laser é mais segura, pois é mais difícil de ser interceptada.

Paralelamente, a Artemis II trouxe avanços significativos para a medicina. O experimento Avatar (A Virtual Astronaut Tissue Analog Response) utilizou a tecnologia de “órgão em um chip”, cultivando células da medula óssea dos astronautas em dispositivos do tamanho de um pendrive. Essas células foram expostas à microgravidade, radiação intensa e alta velocidade, condições que fazem as células envelhecerem mais rapidamente, permitindo observar alterações no sistema nervoso central, cardiovascular, muscular e respiratório.

Os dados coletados podem revolucionar a farmacologia, reduzindo a necessidade de testes em animais, e impulsionar a medicina regenerativa, que busca “imprimir” órgãos em laboratório em vez de depender apenas de transplantes. Esses avanços podem levar a tratamentos individualizados para doenças como câncer e outras condições graves.

A importância da missão é amplificada pelo fato de que humanos não cruzavam o Cinturão de Van Allen desde 1972, na Apollo 17. Esta região, que se estende até 58 mil quilômetros de distância, funciona como um escudo do planeta contra radiações ionizantes, radiações cósmicas e ventos solares. Os efeitos dessas condições extremas no corpo humano ainda não eram totalmente compreendidos.

Destaques da Matéria

  • Sistema O2O transmite dados 5 vezes mais rápido que a tecnologia atual: 260 Mbps contra 7 GB por dia da radiofrequência tradicional
  • Experimento Avatar com “órgão em chip” pode revolucionar tratamentos de câncer e medicina regenerativa através de terapias personalizadas
  • Tecnologia laser será base para 6G e 7G, com aplicações em hospitais, carros autônomos e monitoramento ambiental

Conteúdo original: O Globo | Adaptação: Perus Online