O Brasil registrou uma recuperação significativa no controle de queimadas em 2025, com a área afetada pelo fogo caindo drasticamente para 127 mil quilômetros quadrados, representando uma queda de 58% em relação aos 302 mil km² devastados em 2024. Este resultado reflete esforços coordenados de prevenção, monitoramento ambiental e políticas públicas implementadas após os incêndios históricos que marcaram o ano anterior, especialmente na região da Amazônia e no Cerrado brasileiro.
A redução mais expressiva ocorreu na Amazônia, que atingiu o menor índice de queimadas desde 1985, com apenas 31,4 mil km² afetados, comparado aos 158,2 mil km² do período anterior. Especialistas do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam) atribuem essa melhora a uma combinação de fatores climáticos favoráveis, incluindo períodos chuvosos mais prolongados que se estenderam até abril e maio em grande parte da região, reduzindo a inflamabilidade da vegetação.
Além das condições climáticas, a diminuição dos índices de desmatamento contribuiu significativamente para o controle das queimadas, uma vez que reduz as fontes potenciais de ignição. Os protocolos de prevenção e controle estabelecidos após 2024, aliados às operações de fiscalização intensificadas e à pressão do Supremo Tribunal Federal para planejamento estadual, formaram um conjunto de medidas que se mostraram eficazes na contenção do fogo.
O Cerrado permanece como o bioma mais afetado, respondendo por 69% da área total queimada em 2025, seguido pela Amazônia com 25%. A Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa completam o cenário, com participações menores. Dados históricos revelam que mais de 52% das áreas com recorrência de fogo voltam a queimar em até quatro anos, com a Amazônia apresentando os ciclos mais curtos, onde 31,6% das áreas queimadas reacendem em apenas dois anos.
A pesquisa também destaca diferenças importantes no comportamento do fogo entre biomas. Enquanto a Amazônia, sendo um ecossistema florestal não historicamente adaptado ao fogo, sofre degradação progressiva com cada incêndio, o Cerrado evoluiu naturalmente com queimadas de origem climática. Contudo, a mudança nas fontes de ignição para origem predominantemente humana alterou o regime natural do fogo, causando queimadas mais frequentes e extensas.
A preparação para fenômenos climáticos como o El Niño é considerada essencial para evitar repetição dos cenários críticos de 2023-2024. Especialistas enfatizam que controlar a inflamabilidade da paisagem através de manejo adequado e reduzir o uso intencional do fogo são estratégias fundamentais para manter os números de queimadas em patamares sustentáveis nos próximos anos.
Destaques do Conhecimento
- Redução de 58% na área queimada em 2025 (127 mil km²) comparado a 2024 (302 mil km²)
- Amazônia registra menor índice de queimadas desde 1985, com queda de 80% em relação ao ano anterior
- Cerrado responde por 69% das queimadas, enquanto Amazônia representa 25% do total
- Mais de 52% das áreas queimadas voltam a arder em até quatro anos
- Combinação de fatores climáticos, redução de desmatamento e protocolos de prevenção foram decisivos para a recuperação
Fonte original: ICL Notícias | Adaptação: Perus Online
Caption: Imagem de área florestal afetada por incêndio, mostrando vegetação queimada e fumaça dispersa na atmosfera, ilustrando os desafios ambientais enfrentados pelo Brasil






































